Brasil faz jogo duro, mas perde para bicampeã olímpica França no handebol
A seleção brasileira masculina de handebol fez um jogo duro contra a França, atual campeã mundial e bicampeã olímpica, mas acabou derrotada por 34 a 27, nas quartas de final dos Jogos do Rio de Janeiro e está fora da briga por medalhas.
Diante dos principais favoritos do torneio olímpico, os brasileiros fizeram uma partida equilibrada durante os primeiros 50 minutos. Saíram atrás do placar, tiraram a desvantagem e chegaram a sonhar com a vitória, mas sentiram a força do adversário nos minutos finais, apesar do apoio do público na Arena do Futuro.
Mesmo com a derrota, a seleção masculina do Brasil fez história no Rio de Janeiro, já que nunca antes uma equipe do país tinha se classificado à fase decisiva de um torneio olímpico. Já as meninas brasileiras deram adeus à disputa por medalhas ontem, após perderem, também nas quartas de final, para a Holanda, por 32 a 23, igualando o resultado obtido há quatro anos nos Jogos de Londres.
Os brasileiros começaram bem na partida, mas logo permitiram que os franceses escapassem no marcador, abrindo três gols de vantagem (5 a 2). Depois de esboçarem uma reação, chegando a passar na frente do placar (7 a 6), os donos da casa cometeram alguns erros ofensivos que permitiram que o adversário restabelecesse a vantagem.
Nos últimos dez minutos do primeiro tempo, porém, o Brasil equilibrou o jogo. Contando com grandes atuações do armador esquerdo Thiagus Petrus, do goleiro Maik e com o apoio da torcida que lotou a Arena do Futuro, os comandados de Jordi Ribera correram atrás da desvantagem e empataram o jogo antes do intervalo (16 a 16).
O grande equilíbrio se manteve no segundo tempo. Nenhuma das duas equipes conseguia abrir distância no placar. Se os franceses marcavam, os brasileiros empatavam logo na sequência. O mesmo ocorria se os donos da casa passassem na frente.
Passados 13 minutos do segundo tempo, o Brasil começou a enfrentar dificuldades no setor ofensivo. Com Thiagus no banco, os franceses conseguiram voltar a liderar o placar por três gols (25 a 22), forçando o técnico Jordi Ribera a pedir tempo.
A conversa não deu resultado. Sem conseguir manter intenso ritmo ofensivo apresentado até então, o Brasil permitiu que a França ampliasse a vantagem para cinco gols faltando dez minutos para o fim da partida (28 a 23). E, sentindo o baque da eliminação, não conseguiu reagir, dando adeus ao torneio olímpico.
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