‘Copeiro’, Sevilla vence Inter de Milão de virada e fatura hexa da Liga Europa

De bicicleta, zagueiro brasileiro Diego Carlos faz o gol do título do time espanhol

  • Por Jovem Pan
  • 21/08/2020 18h46 - Atualizado em 21/08/2020 18h47
EFE/EPA/Friedemann Vogel / POOLDiego Carlos, de bicicleta, marcou o terceiro do Sevilla

O Sevilla confirmou sua soberania na Liga Europa. Em sua sexta final, levantou mais uma vez o troféu, desta vez diante da Inter de Milão, que derrotou de virada por 3 a 2, em jogo disputado na cidade alemã de Colônia. O golaço que sacramentou o hexa teve o sotaque brasileiro de Diego Carlos, zagueiro que acertou uma bela bicicleta no segundo tempo. O holandês De Jong, que marcou os outros dois gols do time espanhol, também foi destaque. Lukaku e Godín balançaram as redes pela Inter.

Cada tempo da final teve características distintas. Os primeiros 45 minutos foram intensos, com quatro gols. Na segunda etapa, mais cadenciado, apenas um gol marcado. Curiosamente, quatro dos cinco gols da partida saíram de lances de bola parada. O Sevilla já havia levantado o troféu da Liga Europa, que na ordem de importância no continente europeu, fica apenas atrás da Liga dos Campeões, nas temporadas 2005-06, 2006-07, 2013-14, 2014-15 e 2016-17.

Inter e Sevilla não decepcionaram quando o juíz apitou o início da partida. Os dois times fizeram um duelo movimentado, com boas chances para ambos os lados e quatro gols. Logo aos dois minutos, a Inter saiu na frente em uma jogada característica do futebol desempenhado na temporada. Na base da velocidade, iniciou contra-ataque, que alcançou rapidamente Lukaku. O belga ganhou a disputa com o marcador na corrida, entrou na área e foi derrubado. O juiz assinalou pênalti.

Ele mesmo cobrou, e mandou no canto direito e rasteiro do goleiro Bounou. Foi o sétimo gold e Lukaku na Liga Europa, atrás apenas de Bruno Fernandes, do Manchester United, que tem 8, na artilharia. O Sevilla não se abalou coom o gol sofrido, e foi para cima. Aos 11 minutos, Navas cruzou da direita e De Jong se antecipou à marcação para cabecear firme, sem chances para Handanovic. Aos poucos, o time espanhol passou a se impor em jogo e exibia ligeira superioridade. Com maior passe de bola, criava mais e levava mais perigo ao ataque. Do outro lado, a Inter aguardava o momento certo para partir em contra-ataque.

O maior volume de jogo do Sevilla trouxe consequências aos 32. Banega cobrou falta na área e mais uma vez De Jong cravou seu espaço, mais distante dos marcadores, e cabeceou para as redes, encobrindo Handanovic. A Inter respondeu apenas três minutos depois e também em lance de bola parada. Aos 35, após cobrança de falta na área, Godín escorou de cabeça para empatar. O Sevilla quase deu o troco ainda no primeiro tempo. Aos 46, Ocampos cabeceou com perigo e a bola chegou a pegar no travessão.

O segundo tempo teve menos emoções. Os dois times adotaram uma postura mais cautelosa, e mais reforçado no meio de campo, o Sevilla passou a controlar a partida. Recuada, a Inter sentia falta de um armador, já que Lautaro Martínez estava em um dia apagado. Aos 19, Lukaku invadiu a área com perigo, mas finalizou em cima do goleiro. Aos 29, o paciente Sevilla conseguiu a virada em um lance de bola parada. Após cobrança de falta na área, Diego Carlos acertou uma inesperada bicicleta e surpreendeu a defesa e o goleiro da equipe italiana.

A inter esboçou uma pressão na reta final da partida, mas não tinha a mesma consistência do adversário. Sólido em todos os setores, o time de Lopetegui soube administrar a pequena vantagem no placar, sem sofrer maiores sustos nos minutos finais da decisão.

* Com Estadão Conteúdo