Maradona estava ‘sequestrado’ por advogado, diz ex-esposa do argentino

Matías Morla é apontado pela família como um dos principais responsáveis pela morte do ex-jogador, em 25 de novembro por uma parada cardiorrespiratória, aos 60 anos de idade

  • Por Jovem Pan
  • 03/03/2021 13h07
Reprodução/Instagram/@matiasmorlaokMatías Morla foi advogado de Diego Armando Maradona

A empresária Claudia Villafañe, esposa de Diego Armando Maradona de 1989 e 2003 e mãe de Dalma e Gianinna, afirmou na última terça-feira, 2, que o ídolo argentino estava sequestrado pelo advogado Matías Morla. Claudia telefonou para a emissora de televisão “América” no momento em que Mauricio D’Alessandro, que faz a defesa de Morla, concedia entrevista. Ele é apontado pela família como um dos principais responsáveis pela morte do ex-jogador, em 25 de novembro por uma parada cardiorrespiratória, aos 60 anos de idade. “Ele quer me fazer parecer a vilã do filme e a verdade é que eu não sou, ele (D’Alessandro) sabe disso. Ele está defendendo uma pessoa que mandou sequestrar Diego. Eu não posso continuar ouvindo as coisas ultrajantes que eles estão dizendo”, declarou a ex-mulher de Maradona.

Claudia afirmou que ela tinha um bom relacionamento com o ex-marido, apesar do confronto legal que eles tiveram por questões econômicas. “Ele estava com raiva por um expediente, mas depois me via e me abraçava e dançava comigo, mas você não sabia. Eu falei com Diego, embora não o tenhamos tornado público e tenhamos tido ações judiciais no meio. Sabíamos como dividir tudo muito bem”, disse a empresária.

Segundo Claudia, Morla e integrantes da equipe médica que cuidava de Maradona têm uma “condenação social” após a divulgação dos áudios em que Maximiliano Pomargo, assistente do ídolo e cunhado de Morla, pede para evitar que ele seja internado ou cuidado por Gianinna. Sete pessoas da equipe médica são investigadas pela morte do astro do futebol, o neurocirurgião Leopoldo Luque, indicado como médico da família, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Diaz, a médica Nancy Forlini, o coordenador dos enfermeiros Mariano Perroni e os enfermeiros Ricardo Almiron e Dahiana Gisela Madrid.

*Com informações da Agência EFE