Messi assinou contrato ‘faraônico’ com o Barcelona de R$ 3,6 bilhões em 2017

O montante líquido que o argentino pode receber é de 74,9 milhões de euros (R$ 496 milhões), valor muito superior ao que ganham Neymar no Paris Saint-Germain e Cristiano Ronaldo na Juventus; veja detalhes

  • Por Jovem Pan
  • 31/01/2021 15h35
EFELionel Messi celebra gol com a camisa do Barcelona

Lionel Messi e Barcelona firmaram um acordo de 555.237.619 de euros (R$ 3,6 bilhões na cotação atual) por quatro temporadas, entre pagamentos fixos e variáveis, no ano de 2017. A informação foi revelada pelo jornal espanhol “El Mundo”, de Madri, neste domingo, 31. O diário espanhol afirmou que teve acesso ao documento que o astro argentino assinou com o clube catalão, durante a gestão do presidente Josep Maria Bartomeu, que renunciou do cargo em outubro do ano passado. De acordo com o El Mundo, por temporada, o jogador argentino pode faturar até 138 milhões de euros brutos (RS 914 milhões), entre fixos e variáveis. O montante líquido que Messi pode receber é de 74,9 milhões de euros (R$ 496 milhões), valor muito superior ao que ganham Neymar no Paris Saint-Germain e Cristiano Ronaldo na Juventus.

O jornal afirmou que se trata do contrato mais caro já assinado com um atleta em qualquer esporte. A publicação diz que o jogador de 33 anos já garantiu mais de 510 milhões de euros (R$ 3,3 bilhões), o que representa cerca de 92% do total. A soma não chegará aos 100% porque o astro não atingiu todas as metas individuais e coletivas previstas no acordo. O diário trouxe à tona detalhes do contrato. Segundo o veículo, as variáveis incluem prêmios por participação em 60% das partidas da temporada, classificação à Liga dos Campeões, vaga nas oitavas, quartas, semifinal e final da competição europeia, além da eleição de eleito melhor do mundo pela Fifa. Também existiriam bonificações por títulos, com valores diferentes para cada campeonato conquistado.

O jornal chamou o contrato de “faraônico” e ressaltou que ele arruína as finanças do Barcelona, que vive grave crise financeira por conta da pandemia de covid-19. Na última semana, o clube catalão publicou a sua prestação anual de contas em seu site oficial e revelou uma dívida de 1 bilhão de euros (R$ 6,6 bilhões). Vários desses débitos são referentes a aquisições de jogadores nas últimas temporadas. Palmeiras, Grêmio e Atlético-MG estão nessa lista de credores por terem negociado jogadores ao time espanhol. Os detalhes do contrato eram sigilosos. O Barcelona negou a responsabilidade pelo vazamento do documento e prometeu tomar “as medidas legais cabíveis contra o jornal El Mundo por qualquer dano que possa ser causado em decorrência desta publicação”. “O clube lamenta a publicação por se tratar de um documento privado regido pelo princípio da confidencialidade entre as partes”, afirmou em comunicado.

O Barcelona também expressou o seu “apoio absoluto a Lionel Messi, especialmente perante qualquer tentativa de desacreditar a sua imagem e de prejudicar a sua relação com a entidade onde trabalhou para se tornar o melhor jogador do mundo e da história do futebol”. Messi não se pronunciou sobre a reportagem do jornal de Madri. O vazamento dos detalhes do contrato podem ter peso na decisão do craque de seguir ou não no time que defende há duas décadas. Seu vínculo se encerra em junho deste ano e, desde o dia 1º de janeiro, o argentino pode assinar pré-contrato com outra equipe. Ao final da última temporada, insatisfeito com a diretoria, ele revelou o desejo de sair, mas acabou permanecendo. O Barcelona é administrado por um conselho interino desde que o presidente Josep Bartomeu renunciou em outubro enquanto enfrentava uma moção de censura. Novas eleições presidenciais estão marcadas para o dia 7 de março.

*Com informações do Estadão Conteúdo