Real Madrid consegue virada relâmpago no fim, vence o City na prorrogação e enfrenta o Liverpool na final da Champions

O time de Carlo Ancelotti estava perdendo até os 44 minutos do segundo tempo, mas conseguiu remontada épica com gols de Rodrygo (dois) e Karim Benzema

  • Por Jovem Pan
  • 04/05/2022 18h36
EFE/Rodrigo Jiménez Rodrygo marcou duas vezes para o Real Madrid na vitória contra o Manchester City Rodrygo marcou duas vezes para o Real Madrid na vitória contra o Manchester City

O Real Madrid conseguiu a vaga para a final da Liga dos Campeões 2021/2022 de maneira épica, nesta quarta-feira, 4, ao bater o Manchester City por 3 a 1, no Santiago Bernabéu. Depois de ser derrotado por 4 a 3 na partida de ida, o time de Carlo Ancelotti estava perdendo até os 44 minutos do segundo tempo. O brasileiro Rodrygo, no entanto, tratou de virar o confronto, levando o duelo para a prorrogação. No tempo extra, Karim Benzema foi derrubado dentro da área e converteu a penalidade, conseguindo uma das maiores remontadas da história do torneio da Uefa. Agora, a equipe madrilena fará a grande decisão diante do Liverpool, que despachou o Villarreal com duas vitórias nas semifinais. O jogo derradeiro está marcado para o dia 28 de maio, no Stade de France, em Paris. Enquanto os “Merengues” buscam a 14ª taça de sua história, os Reds tentam o sétimo troféu da “Orelhuda”.

O primeiro tempo na capital espanhola foi marcado pelo equilíbrio. Precisando da vitória, o Real Madrid utilizou-se do que tem de melhor para atacar o rival: a combinação Vinicius Júnior e Karim Benzema. O francês teve ótima oportunidade de abrir o placar de cabeça, mas mandou por cima. A melhor chance do brasileiro, por sua vez, também foi um arremate para do alvo. O Manchester City, ao mesmo tempo, não abdicou da sua maneira de jogar, tentando controlar o adversário com a posse de bola e fazendo a bola passar por Kevin De Bruyne. Nas melhores finalizações dos “Citizens”, Thibaut Courtois fez defesas importantes em tentativas de Bernardo Silva e Phil Foden. Assim, as equipes desceram para o vestiário com o placar zerado e tendo seis chutes de cada lado.

O Real Madrid voltou para a etapa complementar com o mesmo time, mas com mais ímpeto. Logo no primeiro minuto, Vinicius Júnior desperdiçou uma ótima oportunidade, de frente para o compatriota Ederson. Pouco depois, o atacante revelado pelo Flamengo voltou a ficar em boas condições para marcar, mas foi desarmado no momento certo por Rúben Dias. Aos poucos, no entanto, a marcação do City foi encaixando e o jogo passou a ficar controlado pelos britânicos. Para melhorar a situação, já aos 27 minutos, Mahrez recebeu de Bernardo Silva e bateu cruzado, aumentando a diferença no placar agregado. Sem paciência, a equipe de Carlo Ancelotti acabou ficando na “roda” nos minutos finais, apenas assistindo os ingleses tocando bola em sua casa. O placar, inclusive, poderia ser até maior, caso Courtois e Mendy não fizessem “milagre” em finalizações de Cancelo e Grealish. O Real, no entanto, mostrou sua força mais uma vez e conseguiu uma virada épica com Rodrygo no fim. O brasileiro, que saiu do banco de reservas, aproveitou escorada de Benzema para marcar aos 45. Um minuto depois, o atacante recebeu cruzamento de Carvajal e testou para as redes, enlouquecendo o Bernabéu.

PRORROGAÇÃO

Benzema comemora gol marcado para o Real Madrid contra o Manchester City

Benzema comemora gol marcado para o Real Madrid contra o Manchester City

Entusiasmado com a virada nos minutos finais, o Real Madrid retornou a todo vapor e conseguiu o terceiro aos cinco minutos do tempo extra. Karim Benzema se projetou dentro da área, sentiu o toque de Rúben Dias e sofreu a penalidade. Na cobrança, o francês apenas deslocou o brasileiro Ederson, colocando os madrilenos à frente do duelo pela primeira vez. Nervosos, os jogadores do City passaram a errar alguns fundamentos básicos e só voltaram a incomodar no último lance do primeiro tempo com Foden. O jovem desviou de cabeça, exigindo linda defesa de Courtos. No rebote, Fernandinho mandou para fora. Já no segundo temo, o conjunto de Ancelotti baixou as linhas, fechou o espaço e não deu a menor possibilidade para os visitantes, que seguem sem saber o que é vencer a Liga dos Campeões.