Pai de Guerrero critica postura de médicos da seleção peruana

  • Por EFE
  • 04/11/2017 19h49
Divulgação CRFGuerrero perderá a fase final da Copa Sul-Americana e da repescagem para a Copa do Mundo

José Guerrero, pai do atacante Paolo Guerrero, do Flamengo, acusou os médicos da seleção peruana de omissão, no caso da suspeita de doping sobre o jogador, negou uso de cocaína, ou qualquer droga social e falou na possibilidade de complô.

“Acho que o departamento médico deve assumir sua responsabilidade. É preciso ser transparente. Eles foram que receitaram os remédios, para que resistisse a um processo gripal. Agora lavam as mãos”, disse, em entrevista à Rádio Nacional, do Peru.

A Fifa suspendeu o atacante ontem por 30 dias, após “resultado analítico adverso” em exame antidoping. O teste foi realizado depois do empate da seleção peruana com a Argentina em 0 a 0, pelas Eliminatórias sul-americanas. Neste sábado (4), o médico Julio Segura, negou que remédios contra a gripe tenham feito Guerrero ficar sob suspeita.

“Ele teve um processo gripal, inclusive, teve uma inflamação na traqueia, mas pudemos recuperá-lo graças ao esforço que teve. Recebeu medicação, com antibióticos e analgésicos. Remédios que não têm nenhum problema com o doping”, afirmou o especialista, também à Rádio Nacional.

José apontou que o corpo médico precisa apresentar dados sobre o tratamento do filho, colocando dúvidas sobre injeção que o jogador recebeu para combater a mucosidade nas vias aéreas, que dificultava a participação em treinos antes do jogo com a Argentina.

“Suponho, mas não afirmou, que aplicaram efedrina. Essa substância está permitida, mas não em uma quantidade maior que dez microgramas. O médico deve ter seu relatório para dizer cada coisa que ministraram”, apontou o pai de Guerrero.

José garantiu que o filho não tomou qualquer remédio sem orientação e descartou, taxativamente, que o metabólito de cocaína, encontrado no exame antidoping, seja produto de alguma droga.

“Ele me disse que isso é uma mentira. Ele não conhece nem cocaína, nem maconha, nem nenhuma droga social”, garantiu.

Sem apontar para possíveis responsáveis, o pai do atacante do Flamengo insinuou sobre um a existência de um complô para prejudicar a seleção do país.

“Pode ser que haja alguém que não quer que o Peru vá ao Mundial. Tudo é possível”, concluiu.