Ronaldinho e Assis chegam algemados para audiência no Palácio da Justiça do Paraguai

Ex-jogador e seu irmão Assis foram presos no Paraguai após usarem documentos falsos

  • Por Jovem Pan
  • 07/03/2020 10h43 - Atualizado em 07/03/2020 11h04
Reprodução/Redes sociaisCaso se desdobra desde a noite de quarta-feira, quando o ex-jogador e seu irmão e empresário foram alvo de busca da polícia do Paraguai

Ronaldinho Gaúcho e o irmão Assis chegaram escoltados e algemados neste sábado (7) no Palácio de Justiça, em Assunção, no Paraguai, onde participarão de audiência que definirá se seguirão presos ou responderão em liberdade às acusações de uso de documentos falsos no país. A juíza é Clara Ruiz Díaz.

Depois de serem presos preventivamente na noite desta sexta-feira (6) em Assunção, Ronaldinho e Assis deixaram o complexo da Agrupação Especializada da Polícia Nacional do Paraguai, onde passaram a noite em uma cela após pedido de detenção pela Procuradoria Geral.

O ex-jogador e o empresário foram acusados por uso de documento público de conteúdo falso, o que gerou o pedido de prisão feito pelo Ministério Público do Paraguai. O responsável pelo caso é o promotor Osmar Legal, da Unidade Especializada por Crimes Econômicos.

Nova audiência

Esta é a segunda vez, em menos de 24 horas, que os irmãos precisam se apresentar para uma audiência de imposição de medidas no Palácio de Justiça. Diferente do que aconteceu antes, os dois chegaram ao local na condição de presos e acusados.

Ontem, o juiz Mirko Valinotti rejeitou pedido do promotor Federico Delfino, que afirmava que o ex-jogador do Barcelona e o irmão ofereceram “dados relevantes” à investigação, motivo pelo qual deveriam ser beneficiados com uma saída processual, uma espécie de acordo com o Ministério Público local.

O caso foi encaminhado para a Procuradoria-Geral do Paraguai, que determinou a substituição dos integrantes do MP que estavam envolvidos com o processo.

Ontem, Ronaldinho e Assis foram detidos no hotel em que estavam hospedados, após a decretação de prisão preventiva. A medida também valeu para a detenção de Wilmondes Sousa, empresário brasileiro acusado de entregar os documentos falsos para a dupla.

Além disso, foi determinada a prisão domiciliar das paraguaias María Isabel Gayoso e Esperanza Apolonia Caballero, cujos números de documentos são os mesmos dos apresentados pelos dois irmãos.

A fundação que contratou Ronaldinho Gaúcho para apoiar um programa de caridade para crianças garantiu nesta quinta-feira que não tinha qualquer ligação com o escândalo, embora reconhecesse que o contatou através de Wilmondes Sousa Lira.

* Com EFE