Daniel Alves diz preferir atuar no meio, mas não como camisa 10

  • Por Jovem Pan
  • 19/09/2019 16h06
Daniel Vorley/Agif/Estadão ConteúdoDaniel Alves disputa bola com jogadores do Santos

Daniel Alves falou sobre o seu posicionamento dentro campo, nesta quinta-feira (19), em entrevista ao SporTV. Lateral-direito de origem, o experiente jogador disse que acredita render mais no setor de meio-campo, mas não como um camisa 10.

“Sou jogador de armação, de construção de jogo. Eu construí uma forma diferente de atuar na lateral. Mas hoje, aqui no São Paulo, sou mais produtivo jogando no meio. Eu adoro jogar de lateral, mas aqui não é o caso. Aqui se precisa de ordem tática, de conceitos”, afirmou.

Na sequência, o astro continuou explicando em qual parte do campo ele gosta de atuar: “Eu posso ser 5, 8 ou 11, em funções que atuei muito no PSG”, completou.

Em cinco partidas pelo São Paulo, Daniel Alves começou jogando como armador em quatro. Na última, no empate diante do CSA, o atleta foi para lateral direita e teve atuação discreta.

“Tinha falado com o Cuca e ficou decidido jogar como lateral contra o CSA. Quando jogo nessa posição, sou jogador de combinação, eu ajudo se tenho controle da bola, dou bastante dinâmica. Jogando de lateral aqui, com as dificuldades, as condições de campo, passo muito tempo sem tocar na bola, no meio posso ajudar a posicionar. Eu tenho que me adaptar aos companheiros, estou disposto a pagar um preço, em uma posição que joguei 20 anos”, comentou.

Por fim, Dani também falou sobre o polêmico treinamento de finalizações divulgado pela Rede Globo, no início desta semana. Na ocasião, em 27 arremates apresentados pela reportagem, os jogadores do São Paulo marcaram apenas quatro vezes.

“Gostaria de esclarecer o nosso treinamento de outro dia, que parece que nosso treino é aquilo ali, e não é aquilo ali. A gente estava fazendo uma competição, eu não estava no momento, mas meus companheiros estavam fazendo a competição em que a equipe rival tinha que passar a bola para os outros no pior que podia. Para a gente, que entende de futebol, uma equipe estava dando para a outra os ‘passes traíras'”, falou.

“Era um confronto de equipes, em que uma não queria que a outra ganhasse. Então os passes eles davam na trairagem, entendeu? Para quicar a bola antes, para criar dificuldade para a equipe. No final das contas, você está ali competindo. Mas, normalmente, nossas finalizações são muito melhores do que aquele dia”, concluiu.