Estável em SC, Milton Cruz relembra saída turbulenta do São Paulo: “meu problema é o Leco!”

  • Por Jovem Pan
  • 10/08/2018 11h34
Matheus Reche/Agência EstadoCampeão catarinense em 2018, Milton Cruz está há um ano no Figueirense

Mano Menezes (Cruzeiro), Renato Gaúcho (Grêmio), Roberto Cavalo (Oeste), Hemerson Maria (Vila Nova) e… Milton Cruz. Na lista dos cinco treinadores mais longevos do futebol brasileiro na atualidade, chama a atenção o nome de um profissional experiente, é verdade, mas que, até fevereiro de 2017, nem técnico era. Ex-auxiliar do São Paulo, Milton Cruz completou, na última quarta-feira, um ano de Figueirense.

Estável em Santa Catarina, Milton vive rara tranquilidade na carreira. Conhecido por assumir, como interino, o comando técnico do São Paulo nos momentos mais tensos da história recente tricolor, o agora treinador de 61 anos limita-se a trabalhar à frente do banco de reservas do oitavo colocado da Série B.

“Estou muito feliz no Figueirense. Já tive convites de outros clubes, mas não quero sair. Tenho toda a liberdade do mundo e pretendo cumprir o ano de contrato que ainda me resta”, afirmou, em entrevista exclusiva a Marcio Spimpolo que vai ao ar no próximo Plantão de Domingo, na Rádio Jovem Pan.

Milton Cruz, figueirense,

A polêmica demissão no São Paulo, no entanto, ainda não foi esquecida por Milton Cruz. Questionado se voltaria a trabalhar no clube do coração, o técnico não fez questão de esconder a mágoa que sente de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, atual presidente tricolor.

“Tenho uma história bonita dentro do São Paulo e é lógico que eu não descarto voltar. Nunca fecho as portas. Eu ando na rua, mesmo aqui em Santa Catarina, e as pessoas me param, me perguntam quando eu vou voltar para o São Paulo. É o reconhecimento do torcedor. É lógico que eu gostaria de voltar. Eu não tenho nada contra o São Paulo! O meu problema é o Leco! Foi o Leco que, do nada, me pegou e me tirou. Ele tem toda a liberdade para trabalhar com quem ele quer, mas, do jeito que foi feito, eu não concordo”, disparou.

Milton Cruz deixou o São Paulo em março de 2016. Foram 23 anos no clube até o desligamento provocado por diferenças com o grupo político liderado pelos presidentes Carlos Miguel Aidar e Leco. Ele foi comunicado da decisão minutos depois de um treino, ainda no gramado do CCT da Barra Funda. “Foram quase 23 anos e me demitiram em 30 segundos”, já chegou a afirmar Milton.

“O meu problema não é com o São Paulo. O meu problema é com o presidente que está lá no momento. Eu sou muito grato ao São Paulo por tudo o que o clube fez por mim. Se, hoje, eu sou o que sou, é graças ao São Paulo, que me promoveu como jogador e depois como auxiliar técnico, técnico, coordenador… Eu fui criado debaixo da arquibancada e passei toda a minha infância no clube. Devo tudo ao clube. Essa minha história ninguém vai apagar”, finalizou.

A entrevista exclusiva de Milton Cruz a Marcio Spimpolo vai ao ar no próximo fim de semana, na Rádio Jovem Pan. Fique ligado!