São Silvestre: Brasileiro sente cheiro da vitória, mas é superado por etíope no final e fica com o segundo lugar

Daniel do Nascimento disputou a liderança com Belay Bezabh até a subida da Brigadeiro, mas viu o africano disparar na reta final; ‘É muito estar no pódio’, celebrou corredor da casa

  • Por Jovem Pan
  • 31/12/2021 10h58 - Atualizado em 31/12/2021 11h37
WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDOO brasileiro Daniel do Nascimento (à esq.) comemora o segundo lugar ao lado do vencedor da São Silvestre, o etíope Belay Bezabh

Após um ano de ausência por causa da pandemia de Covid-19, a Corrida Internacional de São Silvestre voltou a colorir as ruas de São Paulo. No masculino, a vitória foi do etíope Belay Bezabh, quebrando o jejum de títulos do país africano. Já no feminino, quem disparou e não tomou conhecimento das adversárias foi a queniana Sandrafelis Chebet. Em sua 96ª edição, a prova foi realizada seguindo os protocolos sanitários e contou com cerca de 20 mil corredores, entre amadores e profissionais. Alguns usaram máscara facial, mas muitos optaram por não colocar o equipamento de proteção. Em muitos trechos, o asfalto estava molhado por causa da chuva que ocorrera horas antes.

A prova masculina começou com intensa disputa, com um grupo de brasileiros correndo em bloco e não deixando os representantes africanos disparar. Entre eles estavam Daniel do Nascimento e André Luiz Silva. Com 12 quilômetros de prova, Danielzinho mantinha a liderança, seguido pelo boliviano Héctor Flores e pelo etíope Belay Bezabh e pelo queniano Elisha Rotich, este um pouco mais atrás. No início da subida da Brigadeiro, Daniel e Belay começaram lado a lado. Faltando mil metros, o etíope abriu uma pequena distância para conseguir cruzar a linha de chegada com um certo conforto, marcando 44min54s. Danielzinho chegou na segunda posição, pouco depois, seguido pelo boliviano Flores. “Há dois anos, eu falei que ia evoluir muito. Agora eu consegui o segundo lugar na São Silvestre. Quero agradecer a todo mundo que me apoiou. Eu iria vir ao Brasil para descansar, mas ganhei essa força dos fãs. É muito bom estar no pódio”, comentou o brasileiro de 23 anos, que recentemente fez a segunda melhor marca mais rápida da história de um brasileiro na maratona.

Na prova feminina, logo de cara as duas favoritas do continente africano dispararam e abriram larga vantagem em relação às suas adversárias. Em ritmo forte, Sandrafelis Chebet (Quênia) e Yenenesh Dinkesa (Etiópia) aceleraram pelas ruas de São Paulo. Com dois terços da prova, Sandrafelis de descolou da rival e não deu brecha para nenhuma outra, abrindo uma distância considerável. Depois de 50min06s, a queniana cruzou a linha de chegada, festejando a vitória e repetindo seu resultado de 2018. Na segunda posição chegou a etíope Yenenesh, com mais de um minuto de diferença, seguida pela brasileira Jenifer do Nascimento, que deu um sprint no final e ficou à frente de Valdilene dos Santos, a quarta colocada. A também brasileira Franciene Moura completou o pódio (formado pelos cinco melhores de cada gênero).

*Com informações do Estadão Conteúdo