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Seleção feminina leva a melhor sobre o Japão e garante medalha de bronze no Mundial de vôlei

Partida começou tranquila para a equipe verde e amarela, que chegou a abrir 2 sets a 0 no placar, mas as japonesas reagiram e levaram o jogo até o match point do tie-break

Fernando Keller

Mundial de volei feminino
Volleyball FIVB Women's World Championship 2025 - Japan vs Brazil EFE/EPA/RUNGROJ YONGRIT

A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou, neste domingo, o terceiro lugar no Campeonato Mundial de Vôlei Feminino, disputado em Bangkok, na Tailândia. Diante do Japão, as comandadas de José Roberto Guimarães obtiveram um triunfo emocionante por 3 sets a 2, com parciais de 25/12, 25/17, 19/25, 27/29 e 18/16. A partida começou tranquila para a equipe verde e amarela, que chegou a abrir 2 sets a 0 no placar, mas as japonesas reagiram e levaram o jogo até o match point do tie-break. A ponteira Gabi foi o destaque da partida com 35 pontos. O Brasil inaugurou o placar e dominou todo o primeiro set. Na parcial, o time de Zé Roberto abriu uma diferença de até 13 pontos sobre as japonesas, sobretudo graças ao forte bloqueio liderado por Júlia Kudiess. A má atuação das adversárias permitiu que as brasileiras mostrassem um desempenho bom e tranquilo, levando o set em poucos minutos por 25 a 12.

A boa atuação de Gabi rendeu ao Brasil a segunda parcial, quando as japonesas começaram a reagir – um presságio do que seria o terceiro set. Desta vez, a parcial foi mais equilibrada, com poucos pontos de diferença durante os primeiros momentos da volta do intervalo. O Brasil, porém, voltou a abrir vantagem, fechando o set e deixando as adversárias presas nos 17 pontos.

No terceiro set, as brasileiras só iniciaram a recuperação após cinco pontos das japonesas. Quando as adversárias alcançaram 11 pontos, o Brasil só havia marcado três vezes, em uma parcial completamente diferente das anteriores, na qual a atuação até então tímida das asiáticas deu lugar à agressividade ofensiva – foram 17 pontos de ataque. Apesar de buscar reagir e reduzir a diferença, o conjunto verde e amarelo não conseguiu superar a organização e os aces do Japão, que fechou em 25 a 19.

As brasileiras voltaram mais ligadas no quarto set e abriram 5 a 0, dispostas a fechar o jogo, mas o alívio durou pouco. A equipe sul-americana levou a virada e precisou correr atrás para tentar diminuir a vantagem e alcançar a pontuação do Japão, que levou o set no match point – por 29/27, igualando o placar em 2 a 2.

A disputa se manteve acirrada no tie-break, com as duas equipes duelando ponto a ponto. Desta vez, porém, diferentemente dos dois sets anteriores, o Brasil levou a melhor, contando mais uma vez com o brilho da ponteira Gabi, fechando a última parcial do jogo em 18 a 16 no match point.

Seleção italiana feminina conquista Mundial de vôlei e caminha para se tornar ‘lenda’

A seleção feminina da Itália caminha para se tornar uma “lenda” ao estender seu domínio no vôlei internacional e conquistar o título do Campeonato Mundial neste domingo. A Itália derrotou a Turquia por 3 sets a 2 (25/23, 13/25, 26/24, 19/25 e 15/8) na decisão em Bangkok, na Tailândia. A equipe retornou ao topo do pódio no torneio após 23 anos.

“Esta vitória é muito emocionante para nós”, afirmou o técnico da Itália, Julio Velasco. “Após vencer o Mundial, a Olimpíada e duas Ligas das Nações, acredito que esta equipe será lembrada como uma lenda no futuro. Estou muito orgulhoso delas. Venceram duas partidas muito difíceis nos últimos dois dias, dão o seu melhor todos os dias nos treinos e realmente merecem tudo o que conquistaram.”

A Itália derrotou, de virada, o Brasil, que terminou com a medalha de bronze do Mundial, na semifinal de sábado. Para alcançar os quatro títulos citados por Velasco, as italianas venceram as 35 partidas que disputaram nos últimos 15 meses e são a primeira equipe a conquistar simultaneamente os títulos olímpico e mundial desde Cuba em 2000. O troféu na Tailândia foi o segundo Mundial (o primeiro foi em 2002) e a quarta medalha no torneio, sendo três consecutivas (prata em 2018 e bronze em 2022).

A estrela Paola Egonu conseguiu se recuperar após uma performance inconsistente contra o Brasil e marcou 22 pontos na decisão. “Ainda não acredito”, afirmou a oposto. “Estou muito orgulhosa da equipe e incrivelmente feliz. É um momento que nunca esquecerei.”

Outros destaques da campeã mundial foram Myriam Sylla, com 19 pontos, e Ekaterina Antropova, que mesmo saindo do banco foi responsável por 14 pontos, muitos dos quais em momentos-chave da decisão.

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A maior pontuadora da final no ginásio Huamark Indoor foi a turca Melissa Vargas, que fez 33 pontos. A capitã das vice-campeãs, Eda Erdem, também teve ótima atuação, com 19 pontos. Esses desempenhos, porém, foram insuficientes para ofuscar o brilho das italianas.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Fernando Dias

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