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Ao menos 40 pessoas morreram afogadas na França durante onda de calor

Picos de temperatura no país chegaram a ultrapassar os 40°C

AFP

Esta fotografia mostra uma placa de farmácia indicando uma temperatura de 41 graus Celsius no centro de Paris, já que as temperaturas na França devem atingir um pico hoje, de acordo com a agência meteorológica Meteo France, com algumas áreas previstas para ultrapassar 40 graus Celsius (104 graus Fahrenheit), em 1º de julho de 2025. Cientistas afirmam que as mudanças climáticas induzidas pelo homem estão tornando essas ondas de calor mais intensas, frequentes e generalizadas. Paris enfrentava seu primeiro alerta vermelho em cinco anos, com autoridades locais autorizadas a limitar ou proibir eventos esportivos, festivais e passeios escolares para crianças. As autoridades disseram que o alerta seria estendido até 2 de julho. (Foto de Sébastien DUPUY / AFP)
Os franceses vivenciam sua segunda onda de calor em menos de um mês. Foto de Sébastien DUPUY / AFP

A onda de calor que assola a França causou pelo menos 40 mortes por afogamento desde 18 de junho, “principalmente jovens”, anunciou o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, nesta terça-feira (23).

A França registrou nesta terça seu dia mais quente desde 1947, quando os registros começaram, segundo o serviço meteorológico Météo France, que informou uma temperatura média de 29,8°C. Os picos chegaram a ultrapassar os 40°C.

Os franceses vivenciam sua segunda onda de calor em menos de um mês. Segundo o consenso científico, as mudanças climáticas causadas pela atividade humana intensificam os eventos climáticos extremos.

Nesta terça-feira, as autoridades se concentraram no número de afogamentos: 40 desde 18 de junho, “principalmente jovens”. “Eles são as primeiras vítimas da crise que estamos vivendo”, acrescentou o primeiro-ministro.

O fenômeno, no entanto, não é novo. Durante o verão de 2025, 409 pessoas morreram afogadas na França, um aumento de 16% em comparação com 2024, segundo as autoridades de saúde. Entre as vítimas havia 57 crianças e adolescentes.

Enquanto os franceses procuram rios, lagos e outros locais com água para se refrescarem, a ministra dos Esportes, Marina Ferrari, alerta sobre os riscos de nadar em áreas sem supervisão e enfatiza a importância de frequentar apenas locais designados para banho.

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