Combates no sul da Síria deixam 89 mortos, afirma ONG
Os confrontos entre combatentes drusos e tribos beduínas no sul da Síria deixaram 89 mortos, segundo um novo relatório divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). Segundo a ONG, que possui uma vasta rede de informantes no país, 50 drusos morreram, incluindo 46 combatentes, duas mulheres e duas crianças. Também morreram 18 beduínos, 14 membros das forças de segurança e sete indivíduos não identificados. O número anterior de mortos era de aproximadamente 50.
As autoridades sírias mobilizaram soldados no sul do país após os confrontos de domingo (13) entre tribos beduínas e combatentes drusos em Sweida. Os confrontos entre comunidades evidenciam os enormes desafios enfrentados pelo governo interino liderado por Ahmad al Sharaa, que assumiu o poder após derrubar o regime de Bashar al-Assad em dezembro, depois de quase 14 anos de guerra civil.
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O Observatório Sírio para os Direitos Humanos informou que a violência começou no domingo, um dia após o “sequestro de um vendedor de verduras druso por beduínos armados que instalaram barricadas na estrada que liga Sweida a Damasco”. “O incidente se agravou e os dois lados executaram outros sequestros”, acrescentou a ONG. O portal de informações Suwayda 24 informou que os homens sequestrados foram libertados na noite de domingo. Alguns distúrbios isolados prosseguiam nesta segunda-feira em algumas localidades da província de Sweida, informaram o OSDH e o Suwayda 24.
*Com informações da AFP
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