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Em Viena, cemitério muçulmano se recusa a enterrar o corpo de terrorista

O diretor do cemitério islâmico afirmou que as ações do autor do ataque atingiu também a população muçulmana, que não gostaria de ser enterrada ao lado de um assassino

Bárbara Ligero

O cemitério muçulmano de Viena se negou a receber o corpo do terrorista que, no dia 2 de novembro, foi autor de um atentado que deixou quatro mortos e 22 feridos na cidade. Reivindicado pelo Estado Islâmico, o ataque foi executado apenas por Kujtim Fejzulai, que tinha 20 anos quando iniciou o tiroteio perto de uma sinagoga e foi abatido pela polícia. O administrador do cemitério, que foi o primeiro destinado especialmente a praticantes da religião islâmica na Áustria, afirmou que algumas pessoas manifestaram objeções a serem futuramente enterradas ao lado de um assassino. “Alá acertará as contas com ele, mas sentimos que tínhamos que fazer algo”, declarou Ali Ibrahim ao jornal local Kurier.

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Ainda não há informações sobre onde o jihadista será enterrado, mas algumas possibilidade são outro cemitério islâmico localizado em Altach ou no próprio cemitério central de Viena, que possui uma área destinada aos muçulmanos. Também é possível que o corpo seja enviado para a Macedônia do Norte, onde estão enterrados os pais do autor do ataque terrorista. “É um assassino que matou inocentes e atingiu todos os muçulmanos”, analisou Ibrahim.

*Com informações da EFE