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Investigação aponta falha em helicóptero militar envolvido em colisão com avião nos EUA

Instantes antes de acidente, o piloto reportou estar a 91 metros de altitude, enquanto o instrutor informou 121 metros, o que aponta discrepâncias significativas nos instrumentos de altitude

Felipe Cerqueira

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Esforços de busca após avião de passageiros colidir com helicóptero militar em Washington DC EFE/EPA/JIM LO SCALZO

A investigação sobre a colisão entre um helicóptero militar e um avião comercial, que matou 67 pessoas em janeiro nos Estados Unidos, revelou discrepâncias significativas nos instrumentos de altitude da aeronave militar. A informação foi apresentada durante audiências do Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB) realizadas entre quarta (30) e sexta-feira (1º). O acidente aconteceu em 29 de janeiro, próximo ao Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington.

A colisão envolveu um helicóptero Sikorsky Black Hawk, que fazia um voo de treinamento, e um avião Bombardier CRJ700 operado por uma subsidiária da American Airlines. Segundo a presidente do NTSB, Jennifer Homendy, instantes antes da colisão o piloto do helicóptero reportou estar a 91 metros de altitude, enquanto o instrutor informou 121 metros. No momento do impacto, os dados indicam que o helicóptero estava a 84 metros do solo.

“Desconhecemos, por enquanto, a causa da discrepância. Mas é importante destacar que esse número não necessariamente corresponde à altitude que a tripulação via nos altímetros barométricos da cabine”, afirmou Homendy. A investigação técnica examinou outros três helicópteros do mesmo modelo e batalhão. Em testes em solo, os aparelhos apresentaram diferenças de até 40 metros entre os altímetros de radar e os barométricos, especialmente com os rotores em funcionamento.

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“Em condições controladas, a discrepância era tolerável. Mas com os rotores em movimento, os altímetros barométricos passaram a indicar altitudes significativamente mais baixas, e permaneceram assim durante todo o voo”, explicou a investigadora Marie Moler. Ela destacou que diferenças da ordem de 30 metros são “significativas” em situações de aproximação e tráfego aéreo intenso. “Há uma possibilidade real de que a tripulação visse uma altitude muito diferente da real”, disse Moler. “Seguiremos investigando.”