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Irã afirma que ‘não ataca civis ou infraestrutura civil’ e respeita o direito humanitário

República Islâmica rejeitou 'categoricamente a alegação de Israel de ter atacado um hospital' e declarou que 'medidas de autodefesa são precisas e totalmente consistentes com o direito internacional' 

Victor Trovão

Fumaça sai de um prédio do Hospital Soroka, em Bersheba, no sul de Israel, após um ataque com mísseis iranianos, em 19 de junho de 2025. Um hospital no sul de Israel foi atingido por uma barragem de "dezenas" de mísseis iranianos em 19 de junho, disseram autoridades, enquanto outro impacto foi relatado pelos serviços de emergência na área de Tel Aviv. (Foto de MAYA LEVIN / AFP)
Fumaça sai de um prédio do Hospital Soroka, em Bersheba, no sul de Israel, após um ataque com mísseis iranianos, em 19 de junho de 2025. Um hospital no sul de Israel foi atingido por uma barragem de "dezenas" de mísseis iranianos em 19 de junho, disseram autoridades, enquanto outro impacto foi relatado pelos serviços de emergência na área de Tel Aviv. (Foto de MAYA LEVIN / AFP) Foto de MAYA LEVIN / AFP

O Irã rechaçou nesta quinta-feira (19) as acusações de Israel de ter cometido um crime de guerra ao bombardear um hospital no sul do Estado judeu, assegurando que “não ataca civis ou infraestrutura civil” e que respeita o direito internacional humanitário. “O Irã rechaça categoricamente a falsa alegação dos sionistas de ter atacado um hospital. Nossas medidas de autodefesa são precisas e totalmente consistentes com o direito internacional, e visam apenas instalações diretamente envolvidas e que apoiam a agressão ilegal do regime”, afirmou a missão iraniana na ONU em um comunicado.

“O Irã está comprometido com o direito internacional humanitário e não ataca civis ou infraestrutura civil”, acrescentou. O Ministério da Saúde israelense informou que o ataque deixou 71 pessoas levemente feridas e uma que precisou ser atendida por causa de uma crise de ansiedade. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, acusou o Irã de alvejar civis “deliberadamente”, classificando o bombardeio desta quinta-feira como “crime de guerra”. No entanto, seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que o ataque desta manhã teve como alvo um quartel-general da inteligência israelense e não o Hospital Soroka, no sul de Israel.

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“Hoje mesmo, nossas poderosas Forças Armadas eliminaram com precisão um quartel-general de comando, controle e inteligência militar israelense e outro alvo vital”, disse Araqchi, em mensagem na rede social X (ex-Twitter). Segundo o ministro, “a onda expansiva causou danos superficiais em uma pequena seção do Hospital Militar Soroka, que foi evacuado em sua maior parte”. O jornal israelense “The Times of Israel” noticiou hoje que a base militar mais próxima do Soroka fica a cerca de dois quilômetros de distância, mas o ministro iraniano divulgou um mapa onde, segundo o que se lê, o centro médico está separado de um “campus de inteligência” das Forças de Defesa de Israel (FDI) por uma rua.

*Com informações da EFE

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