JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Os Pingos nos Is | 18h00 - 20h00
Mundo

Irã rebate ameaças de Trump e diz que responderá com ações e ‘grande bravura’

Presidente americano atacou os líderes iranianos, aos quais descreveu como 'escória' e 'pessoas doentes'

Estadão Conteúdo

Abbas Araqchi
Araqchi afirmou que os iranianos "são conhecidos por seu civismo, sua cultura e seus sólidos valores morais" FABRICE COFFRINI / AFP

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, rejeitou nesta quarta-feira (08) os ataques lançados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistindo que não responderá a essas grosserias e ressaltando que a “linguagem depreciativa” não diminui a “grandeza” do Irã.

“Dirigir-se à nação iraniana, civilizada e corajosa, com uma linguagem depreciativa não diminui sua grandeza”, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano em uma mensagem nas redes sociais, depois que Trump atacou os líderes iranianos, aos quais descreveu como “escória” e “pessoas doentes” em declarações feitas durante a cúpula da OTAN em Ancara.

Nesse contexto, Araqchi afirmou que os iranianos “são conhecidos por seu civismo, sua cultura e seus sólidos valores morais”. “Não respondemos à vulgaridade com vulgaridade, mas com fatos: sem medo e com grande coragem”, ressaltou.

Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos expressou dúvidas quanto a chegar a um acordo com o Irã, embora tenha enfatizado, de qualquer forma, que, sob nenhuma circunstância, Teerã terá permissão para adquirir armas nucleares. “Eu os conheço e não tenho certeza se quero chegar a um acordo com eles Podemos entrar nesses jogos, mas não tenho certeza se quero fazer um acordo”, disse ele no auge das tensões com a República Islâmica, após a troca de ataques nesta madrugada.

Anteriormente, ele havia dado por encerrado o cessar-fogo e o memorando de entendimento com o Irã. “Não quero mais negociar com eles. São escória. Sabem o que é escória? São pessoas doentes. São liderados por pessoas doentes”, criticou o líder norte-americano em declarações cujas consequências práticas ainda estão por se ver.