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Lula se reúne com chanceler alemão após polêmica sobre a COP30

Encontro bilateral ocorre neste sábado (22) durante a cúpula do G20; Friedrich Merz gerou mal-estar diplomático ao declarar que comitiva ficou 'contente' em deixar Belém

Nicolas Robert

Primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, afirma que o presidente Lula deverá concordar que a Alemanha é um dos países mais bonitos do mundo
Primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, afirma que o presidente Lula deverá concordar que a Alemanha é um dos países mais bonitos do mundo TOBIAS SCHWARZ / AFP E BRUNO PERES / AGÊNCIA BRASIL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem um encontro agendado para este sábado (22) com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. A reunião bilateral acontecerá em Joanesburgo, na África do Sul, onde ambos os líderes participam da 20ª cúpula de chefes de Estado e governo do G20. A agenda ocorre em meio a um clima de tensão diplomática gerado por comentários recentes do chefe de governo alemão sobre a capital paraense.

O episódio que motivou o atrito ocorreu após uma breve visita de Merz a Belém, cidade sede da conferência do clima, a COP30. De volta à Europa, durante um discurso em Berlim na semana passada, o chanceler afirmou que sua delegação sentiu alívio ao deixar o Brasil. Segundo Merz, ao questionar os jornalistas que o acompanhavam se alguém gostaria de permanecer no local, ninguém se manifestou favoravelmente, e todos ficaram satisfeitos em retornar à Alemanha.

A declaração foi recebida com críticas contundentes no Brasil, sendo classificada por autoridades como arrogante e preconceituosa, chegando a motivar um voto de censura no Senado Federal. Na própria Alemanha, o tom utilizado pelo chanceler também foi alvo de reprovação por parlamentares da base e da oposição.

O presidente Lula rebateu as falas publicamente na última terça-feira (18). O petista defendeu que o político alemão não vivenciou as experiências adequadas na região, sugerindo que ele deveria ter conhecido a culinária local e frequentado ambientes populares para entender a generosidade do povo do Pará. Lula chegou a comparar as duas nações, afirmando que a capital alemã não ofereceria “10% da qualidade” encontrada em Belém.

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Apesar da troca de farpas, a diplomacia alemã sinalizou que não haverá um pedido formal de desculpas. O porta-voz do governo europeu alegou que as falas foram descontextualizadas e que não há prejuízo para as relações bilaterais. Na véspera da reunião, Merz tentou amenizar o cenário, declarando à imprensa que não há “carga negativa” entre ele e o mandatário brasileiro.

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