Novos protestos marcam um ano das manifestações no Chile
Neste domingo (18), dezenas de milhares de pessoas se reuniram nos arredores da Praça Itália, no centro de Santiago do Chile, para comemorar o aniversário de um ano dos protestos que eclodiram contra a desigualdade social no país em 2019. As manifestações também aconteceram uma semana antes dos chilenos decidirem, em um plebiscito, se desejam substituir ou não a atual Constituição, que é uma herança da ditadura de Pinochet. No início, os protestos tiveram um caráter familiar e pacífico, com pessoas portando bandeiras e cartazes a favor de mudanças sociais no país. Ao cair do dia, começaram a ser registrados episódios de violência e vandalismo por todo o país. Uma pessoa foi morta durante um tiroteio em Pedro Aguirre Cerda, nos arredores da capital. Os ataques e saques também deixaram cerca de 116 policiais feridos e causaram danos a pelo menos 50 viaturas. 580 pessoas foram detidas.
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A noite também foi marcada por danos a duas igrejas nas proximidades da Praça Itália: tanto a Igreja de São Francisco quando a Igreja da Assunção foram saqueadas e incendiadas. Esta última era uma das mais antigas de Santiago, com mais de 150 anos de idade. Vídeos, que viralizaram nas redes sociais, mostram a construção em chamas desabando em meio a aplausos de um grupo de manifestantes.
ARDEN IGLESIAS EN CHILE
— Revista Cítrica (@revistacitrica) October 18, 2020
Parroquia de La Asunción, en Santiago.
La cúpula de la iglesia Institucional de Carabineros de #Chile se desploma.
Aniversario de la revolución popular en contra del régimen de Piñera.#Octubre18 pic.twitter.com/82n1v5ZeUb
*Com informações de agências internacionais