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ONU pede implementação total de cessar-fogo e entrada imediata de ajuda em Gaza

A presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Annalena Baerbock, afirmou nesta quarta-feira (9) que o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza oferece “um raio de esperança, após mais de 700 dias de morte, destruição e desespero”. Baerbock defendeu que o momento deve ser aproveitado para encerrar a guerra, libertar todos […]

Victor Trovão

Annalena Baerbock, presidente da 80ª Assembleia Geral, discursa durante o Debate Geral da Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York, em 23 de setembro de 2025. (Foto de TIMOTHY A. CLARY / AFP)
Annalena Baerbock, presidente da 80ª Assembleia Geral, discursa durante o Debate Geral da Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York, em 23 de setembro de 2025. (Foto de TIMOTHY A. CLARY / AFP) TIMOTHY A. CLARY / AFP

A presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Annalena Baerbock, afirmou nesta quarta-feira (9) que o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza oferece “um raio de esperança, após mais de 700 dias de morte, destruição e desespero”. Baerbock defendeu que o momento deve ser aproveitado para encerrar a guerra, libertar todos os reféns israelenses e garantir a entrada de ajuda humanitária no território palestino

Diversos líderes mundiais destacaram, durante a Assembleia Geral da ONU, no mês passado, que um cessar-fogo permanente pode abrir caminho para a paz, encerrar o domínio do Hamas em Gaza e a ocupação israelense, além de viabilizar uma solução de dois Estados. “É a única forma de garantir paz e segurança duradouras para israelenses e palestinos”, disse Baerbock.

A presidente da Assembleia Geral elogiou os esforços de Estados Unidos, Catar, Egito, Turquia e outros países “por trabalharem para pôr fim ao sofrimento de reféns israelenses e civis palestinos”. Em Tel-Aviv, famílias de reféns comemoraram o anúncio do acordo com cantos e lágrimas, pedindo que o Prêmio Nobel da Paz seja concedido a Trump.

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Nos Estados Unidos, o embaixador israelense Yechiel Leiter afirmou à CNN que os reféns vivos mantidos pelo Hamas devem ser libertados no domingo (12) ou na segunda-feira (13) após aprovação, pelo gabinete israelense, da lista de prisioneiros palestinos que serão trocados no acordo. Leiter disse esperar que o pacto leve ao fim da guerra e à reconstrução de Gaza. “Mas é apenas o primeiro estágio, e precisamos vê-lo concluído nos próximos dias”, declarou.

*Com informações do Estadão Conteúdo 

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