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Otan condena ciberataques russos e promete resposta coordenada com aliados

Aliança cobra que Moscou cesse suas atividades 'desestabilizadoras', e afirma que tais ações evidenciam 'o desprezo do país pelo marco das Nações Unidas para o comportamento responsável no ciberespaço'

Fernando Keller

Um soldado patrulha do lado de fora do prédio onde são realizadas as reuniões da cúpula de dois dias dos Chefes de Estado e de Governo da OTAN, em Haia, em 24 de junho de 2025. (Foto de JOHN THYS / AFP)
Um soldado patrulha do lado de fora do prédio onde são realizadas as reuniões da cúpula de dois dias dos Chefes de Estado e de Governo da OTAN, em Haia, em 24 de junho de 2025. (Foto de JOHN THYS / AFP) Foto de JOHN THYS / AFP

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) emitiu nesta sexta-feira (18), um comunicado condenando “veementemente as atividades cibernéticas maliciosas da Rússia“, que, segundo a aliança, “constituem uma ameaça à segurança dos aliados”. No texto, a Otan expressa solidariedade a Estônia, França, Reino Unido e Estados Unidos, que atribuíram recentes ataques cibernéticos a serviços de inteligência militar russos. O comunicado recorda ainda que “em 2024, Alemanha e República Checa atribuíram individualmente atividades ao grupo de hackers APT 28, patrocinado pelo GRU”, o serviço secreto militar russo. A Otan também alerta que o mesmo grupo tinha como “alvo entidades governamentais nacionais, operadores de infraestrutura crítica e outras entidades em toda a aliança, inclusive na Romênia”.

Para a aliança, esses ataques mostram como as ameaças cibernéticas e híbridas se tornaram “ferramentas importantes na campanha contínua da Rússia para desestabilizar os aliados da Otan e na sua brutal e não provocada guerra de agressão contra a Ucrânia”. A Otan cobra que Moscou cesse suas atividades cibernéticas e híbridas “desestabilizadoras”, e afirma que tais ações evidenciam “o desprezo da Rússia pelo marco das Nações Unidas para o comportamento responsável dos Estados no ciberespaço”.

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A aliança militar ainda destaca que está investindo em defesas, como o novo Centro Integrado de Defesa Cibernética, e que está preparada para responder aos ataques “em um momento e de uma forma à nossa escolha, em conformidade com o direito internacional e em coordenação com nossos parceiros internacionais, incluindo a União Europeia (UE)”.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Fernando Dias

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