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Palestina receberá 5 mil doses da vacina contra a Covid-19 de Israel

O anúncio foi feito após o governo israelense ser criticado por não incluir os palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza em sua campanha de imunização, que já alcançou um terço da população do país

Bárbara Ligero

Israel entregará às autoridades da Palestina cinco mil doses da vacina contra a Covid-19, que servirão para imunizar os profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate ao novo coronavírus no estado que reivindica sua soberania sobre a Cisjordânia. O anúncio foi feito neste domingo, 31, pelo Ministério da Defesa de Israel após a Organização Mundial da Saúde (OMS) expressar a sua preocupação em relação à disparidade da vacinação entre israelenses e palestinos que vivem na região da Faixa de Gaza. A Organização das Nações Unidas (ONU) e grupos de direitos humanos também vinham defendendo, nas últimas semanas, que o governo israelense deveria se responsabilizar pelo bem-estar dos palestinos. Até então, Israel rebatia os argumentos dizendo que, de acordo com os acordos de paz provisórios assinados na década de 1990, não é responsável pelos palestinos e que, além disso, não tinha recebido nenhum pedido de ajuda. O primeiro lote com um total de 2 mil doses da vacina da Moderna foram entregues nesta segunda-feira, 1, à Palestina, que ainda não fez nenhum comentário oficial sobre a iniciativa de Israel.

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A campanha de vacinação de Israel, que está sendo realizada com imunizantes da PfizerBioNTech e da Moderna, está sendo uma das mais rápidas e eficientes do mundo. O Ministério da Saúde afirma que quase um terço da população de 9,3 milhões de habitantes já recebeu a primeira dose, incluindo 1,7 milhões que já completaram a imunização. Até agora, a campanha incluiu os cidadãos árabes de Israel e os palestinos que vivem em Jerusalém, mas os palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza vinham sendo excluídos. Nesse meio tempo, as autoridades da Palestina vinham tentando adquirir algumas doses por meio do Covax, programa da OMS que visa a distribuição de vacinas aos países mais necessitados, mas nada foi concretizado.