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Petróleo dispara em meio à nova escalada na tensão entre EUA e Irã

Valorização dos barris, a maior do mês, acontece após os EUA retomarem bloqueio naval contra oTeerã

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Uma foto de divulgação tirada em 10 de março de 2018, divulgada pela BP e recebida em Londres em 22 de novembro de 2018, mostra um operário a bordo de uma plataforma de petróleo no campo petrolífero de Clair Ridge, no Mar do Norte, a 72 quilômetros da costa da Escócia. A BP (anteriormente conhecida como British Petroleum) anunciou na sexta-feira o lançamento de uma segunda fase de exploração no campo de Clair, no Mar do Norte Britânico, com uma produção prevista de 120.000 barris por dia. (Foto de Stuart Conway/BP/AFP)
Petróleo dispara em meio à nova escalada na tensão entre EUA e Irã Foto de Stuart Conway/BP/AFP

Os preços do petróleo avançaram nesta terça-feira (14) e alcançaram os maiores níveis em cerca de um mês, impulsionados pelo aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. O mercado acompanha com preocupação os riscos para o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de energia do planeta.

Por volta das 9h39 (horário de Brasília), o barril do Brent, referência internacional, era negociado em alta de 4,33%, a US$ 86,91. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,17%, cotado a US$ 80,62, segundo a Reuters. Com isso, o Brent atingiu o maior valor desde 12 de junho, enquanto o WTI registrava o nível mais elevado desde 16 de junho.

A valorização ocorre após o governo Trump retomar o bloqueio naval ao Irã e intensificar operações militares contra o país. Além disso, os Estados Unidos anunciaram uma proposta para cobrar uma taxa de 20% sobre embarcações que utilizam o Estreito de Ormuz, medida que ampliou os temores de restrições ao comércio global de petróleo.

Temor no Estreito

O principal fator por trás da alta das cotações é o receio de que o conflito afete a navegação no Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa aproximadamente um quinto de todo o petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo.

Nos últimos dias, uma série de acontecimentos elevou a percepção de risco dos investidores. Entre eles estão a retomada do bloqueio à navegação iraniana pelos Estados Unidos, a proposta de cobrança sobre navios que cruzam a região, ataques a petroleiros dos Emirados Árabes Unidos atribuídos ao Irã e a redução do número de embarcações que utilizam a rota ao menor patamar em dois meses.