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Alunos reclamam de más condições e denunciam demora para receber diploma na Anhembi-Morumbi

Número de denúncias por falta de entrega de documentos escolares quase triplicou entre o segundo semestre de 2021 e o primeiro de 2022

Guilherme Strabelli

Cerca de 120 alunos da Universidade Anhembi Morumbi estão com problemas para ter acesso ao diploma. Eles não conseguem fazer associações, resolver esse tipo de problema e estão recebendo cobranças indevidas. “Só para registrar, três meses depois, a polícia está lá na frente, estou indo fazer um BO porque esta faculdade não me entrega meu certificado e conclusão. É só isso que eu quero e já está pago há três meses”, diz uma aluna. Na prática, eles não estão tendo uma resposta da instituição, que foi vendida no ano passado. Segundo as denúncias, desde o fim do ano passado, houve um sucateamento e uma piora em diversos serviços da faculdade. Segundo levantamento do Procon, feito com exclusividade para a Jovem Pan News, no segundo semestre do ano passado, foram 33 denúncias de não entrega de diplomas e outros documentos escolares. No primeiro semestre de 2022, o número quase triplicou, saltando para 92 denúncias.

A advogada Cleide Tavares diz que os alunos podem entrar com uma ação judicial contra a Universidade Anhembi Morumbi. “Uma vez que eles já fizeram essa requisição e a universidade não atendeu ao pedido deles, o caminho seria ingressar com uma ação judicial. Seria uma ação de obrigação de fazer, para que a universidade emita os diplomas, e o juíz fixará um prazo para que a universidade cumpra isso sob pena de pagamento de multa”, diz a advogada. A holding mineira Ânima Educação, divulgou um comunicado para todos os acionistas a aquisição de todos os ativos o grupo Laureatte, que controla as universidades Anhembi Morumbi e FMU em São Paulo. Em outubro, a Ânima arrematou os ativos por quase R$ 4,5 bilhões. O montante que ainda está pendente em atualização pelo grupo engloba o valor da Laureatte (R$ 3,8 bilhões) , uma dívida líquida de R$ 623 milhões, além de futuros no valor de R$ 203 milhões. “Estou aqui esperando meu certificado e não tem horário para me dar a informação e nem a conclusão de que vai ou não me entregar esse certificado”, diz outra estudante.

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*Com informações do repórter Victor Moraes