Após polêmica com bilionário acusado de abuso sexual, secretário de Trabalho dos EUA renuncia
O secretário de Trabalho dos Estados Unidos, Alexander Acosta, renunciou ao cargo nesta sexta-feira (12). O anúncio foi feito ao lado do presidente Donald Trump, após críticas dele ter atuado no caso do bilionário Jefrey Epstein, acusado de tráfico e abuso sexual de menores.
O empresário foi preso na semana passada, acusado de operar uma rede de tráfico sexual entre 2003 e 2005. Apesar desse processo, o bilionário já foi acusado dos mesmos crimes em 2007 no estado da Flórida.
Na época, Alexander Acosta era procurador e foi um dos responsáveis pelo acordo que livrou Epstein da prisão. O caso fez com que os democratas questionassem o motivo do secretário ter dado uma pena tão branda ao empresário.
Nesta semana, Alexander Acosta concedeu uma coletiva afirmando que não sairia do cargo e que a decisão caberia a Trump. Mas, nesta sexta-feira, o secretário disse que ligou para o presidente e pediu a demissão:
“Seria egoísmo da minha parte continuar nesta posição e continuar a falar sobre um caso que foi há 12 anos, ao invés de comentar sobre a nossa incrível economia que temos agora. Por isso, apresentei minha renúncia ao presidente e passa a valer daqui sete dias, a partir de hoje”, disse.
Trump destacou que Acosta foi “um grande secretário” e elogiou o “ótimo desempenho” à frente do Departamento do Trabalho. Ele assumiu a Secretaria em 2017. Na sabatina, ele chegou a ser questionado sobre a sentença do bilionário, mas o Senado confirmou a indicação por 60 votos a 38.
Jeffrey Epstein tem uma audiência marcada para semana que vem, quando a Justiça decide se aceita o pagamento de fiança para que ele responda o caso em liberdade. A procuradoria pediu que a possibilidade seja negada, citando um suposto pagamento de US$ 350 mil no ano passado para que duas testemunhas não prestassem depoimento contra ele.
*Com informações da repórter Natacha Mazzaro
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Eliseu Caetano
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