Ataques do regime e rebeldes em Damasco e periferia deixam 23 mortos

  • Por Agencia EFE
  • 05/02/2015 11h10
  • BlueSky

(Atualiza número de vítimas e com novos detalhes)

Damasco/Beirute, 5 fev (EFE).- Pelo menos 23 pessoas morreram nesta quinta-feira e mais de 150 ficaram feridas pelo impacto de foguetes lançados pelos rebeldes e bombardeios do regime sírio em Damasco e sua periferia, informaram a imprensa oficial e ativistas.

Um porta-voz do Ministério sírio do Interior disse à Agência Efe que pelo menos sete pessoas faleceram e outras 50 ficaram feridas na capital pela queda de pelo menos 75 projéteis lançados de forma indiscriminada por “terroristas infiéis”.

Um foguete se chocou contra a igreja de Zeituna, na parte antiga da cidade; outros três caíram perto da mesquita dos Omíadas; dez, nas proximidades dos hotéis Four Seasons e Cham Palace; cinco, em bairros de maioria cristã; e dezenas nos arredores de centros universitários.

Um projétil alcançou, além disso, as imediações do edifício da agência de notícias oficial “Sana”.

Segundo pôde constatar a Agência Efe, o barulho dos foguetes começou a ser ouvido desde o início da manhã em Damasco, onde também foram vistos aviões das forças aéreas voando a baixa altura para atacar as plataformas de lançamento de foguetes na região de Ghouta Oriental, principal reduto da oposição nos arredores da capital.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos rebaixou o número de vítimas mortais em Damasco a quatro e acrescentou que houve 40 feridos pelos foguetes disparados pelo insurgente Exército do Islã desde Ghouta Oriental.

Nessa região dos arredores de Damasco, a aviação governamental redobrou seus bombardeios contra as localidades de Duma e Arbin, onde pelo menos 16 pessoas perderam a vida, entre elas quatro menores, e 100 foram feridas, indicou a ONG.

Há dois dias, o líder do Exército do Islã, Zahran Alloush, emitiu um comunicado no qual declarava a capital como “zona militar”.

O líder anunciou que tomava esta medida “em resposta aos bombardeios executados pelo regime na cidade de Duma e o resto de localidades de Ghouta Oriental, e devido à concentração na capital de quartéis militares, centros de segurança, complexos de defesa, plataformas de lançamento de foguetes e bases do comando e policial”.

Alloush pediu aos “civis, membros de missões diplomáticas e alunos de colégios e universidades” que não se aproximassem de nenhum quartel do regime ou postos de controle desde a manhã de quarta-feira até novo aviso.

Mais de 200 mil pessoas morreram desde o início do conflito na Síria em março de 2011, segundo a ONU. EFE

  • BlueSky

Comentários

Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.