Atividade industrial tem maior alta do ano em julho, segundo CNI

  • Por Agencia EFE
  • 04/09/2014 15h26

Rio de Janeiro, 4 set (EFE).- A atividade industrial brasileira cresceu em julho após registrar quatro meses seguidos de quedas nos principais indicadores do setor, segundo aponta o relatório de Indicadores Industriais divulgado nesta quinta-ferira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O número de horas na produção aumentou 2,6% em julho em relação a junho e o faturamento da indústria cresceu 1,2% na mesma comparação, segundo o estudo da CNI.

Ambos indicadores acumularam quatro meses consecutivos de queda perante a grave crise do setor.

O uso da capacidade industrial instalada no país, por sua vez, foi elevado até 81% em julho, o que significa um aumento de 0,6% com relação a junho.

De acordo com o relatório, os indicadores cresceram especialmente porque julho teve mais dias trabalhistas do que junho, mês em que o Brasil teve vários feriados por conta da Copa do Mundo.

O gerente executivo da política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, apontou que apesar da melhoria de alguns indicadores em julho, a indústria segue passando por um período de esfriamento.

“A expectativa é de crescimento moderado da atividade industrial neste semestre, portanto, é muito difícil que a situação seja revertida”, afirmou Branco.

Segundo o estudo, essa tendência negativa foi confirmada pelos indicadores de emprego e de massa salarial em julho, que registram quedas pelo quinto mês consecutivo, com uma redução de 0,2%.

Previsões recentes da CNI apontam que neste ano ocorrerá um crescimento do PIB de apenas 0,5% e uma queda do PIB industrial de 1,7%.

Segundo Branco, as razões para esse desempenho da economia, especialmente no setor industrial, são a “incerteza na economia, a queda nos investimentos, a inflação e os juros elevados”.

Apesar do aumento da atividade industrial em julho em comparação com junho, a maioria dos indicadores industriais caiu em relação a julho de 2013.

Neste período, o número de horas trabalhadas reduziu 2,3% e a utilização da capacidade instalada minguou 1,4 pontos percentuais. EFE