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Advogado da família de Amanda Albach diz que ainda há dúvidas sobre motivação do assassinato

Segundo as investigações da Polícia Civil, jovem teria sido morta por causa de uma foto

Victoria Bechara

O corpo de Amanda Albach, de 21 anos, foi encontrado enterrado na praia de Itapirubá, entre os municípios de Imbituba e Laguna, no litoral sul de Santa Catarina, na última sexta-feira, 3, após 18 dias desaparecida. Segundo as investigações da Polícia Civil, a motivação para o crime teria sido uma foto. No entanto, Michael Rodrigues Pinheiro, advogado da família da vítima, não está totalmente convencido sobre essa versão dos fatos e diz que ainda há dúvidas sobre o assassinato. Na quinta-feira, três pessoas foram presas por suposto envolvimento no crime, incluindo uma amiga da vítima. Um dos detidos, que não teve a identidade divulgada, confessou ter matado Amanda com dois tiros, além de obrigá-la a cavar a própria cova. Segundo a polícia, a jovem teria tirado foto de uma arma que esse homem tinha em casa e contado para outras pessoas sobre o suposto envolvimento dele com o tráfico de drogas. “Ele não gostou e essa foi a razão pela qual ele optou por tirar a vida dela”, disse o delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Laguna, Bruno Fernandes. 

A princípio a motivação foi a questão da foto. Mas, para nós, advogados, ainda há dúvidas sobre essa motivação porque é um motivo muito fútil. Deve ter mais alguma coisa aí”, afirmou Pinheiro em entrevista à Jovem Pan. “Somente a foto não seria para tanto. O trajeto que ele fez, a forma com que ele executou ela. Não seria só a foto”, opinou. Amanda morava em Fazenda Rio Grande, no Paraná, e foi ao litoral catarinense para passar o feriado de 15 de novembro. A polícia acredita que o crime tenha sido cometido neste dia, quando ela fez o último contato com a família. A jovem foi a Santa Catarina para comemorar o aniversário da amiga, uma das três pessoas presas por suspeita de envolvimento com o assassinato.

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Nesta segunda-feira, 6, a amiga de Amanda e o outro suspeito foram soltos pela polícia. Segundo o advogado, a princípio os dois não tiveram participação no crime. A polícia ainda investiga o fato. O homem que confessou ser autor dos disparos continua preso. O advogado contou que a família está muito abalada e prefere não se pronunciar sobre o ocorrido no momento. “Agora nós vamos acompanhar esse inquérito e aguardar a movimentação do Judiciário para que a gente possa entrar como assistente de acusação. Com certeza a gente vai conseguir trazer justiça em nome da Amanda”, concluiu Pinheiro.