Advogado de casal Garotinho afirma que prisão é ‘ilegal’

  • Por Jovem Pan
  • 03/09/2019 16h06 - Atualizado em 03/09/2019 16h13
Joedson Alves/Estadão ConteúdoSegundo o MP, ex-governadores receberam o valor R$ 25 milhões em vantagens indevidas pagos pela Odebrecht, como propina

O advogado dos ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, presos na manhã desta terça-feira (3) por suspeita de superfaturamento na construção de casas em Campos, afirmou que a prisão é “ilegal” e que vai recorrer da decisão da Justiça.

Segundo o advogado Vanildo da Costa Júnior, a acusação da 2ª Vara Criminal de Campos não procede, já que a prefeitura da cidade pagou apenas por casas já concluídas pela construtora Odebrecht, que inclusive abriu processo para receber R$ 33 milhões da prefeitura de Campos por considerar ter tido prejuízo no empreendimento.

“A ação (da Odebrecht) ainda não foi julgada e em janeiro deste ano a Justiça determinou uma perícia que sequer foi realizada. A defesa estranha, portanto, que o Ministério Público fale em superfaturamento quando a própria empresa alega judicialmente ter sofrido prejuízo”, explicou o advogado em nota distribuída à imprensa.

A defesa acusa ainda o judiciário de Campos e do Ministério público Estadual de estarem agindo contra os ex-governadores após denúncia de Garotinho à Procuradoria Geral da República sobre integrantes do MPE.

Acusações

De acordo com as investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro, os ex-governadores receberam o valor R$ 25 milhões em vantagens indevidas pagos pela Odebrecht, como propina. O superfaturamento aconteceu durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita de Campos, entre 2009 e 2016.

Na época, o município de Campos dos Goytacazes acumulava prejuízos no valor mínimo de R$ 62 milhões por conta do superfaturamento das obras da construção de casas populares dos programas “Morar Feliz I” e “Morar Feliz II”.

Ainda de acordo com o Ministério Público, somadas, as licitações ultrapassam o valor de R$ 1 bilhão, custeadas pelos cofres públicos municipais.

* Com informações do Estadão Conteúdo