Anvisa estabelece prazo de 10 dias para resposta sobre uso emergencial de vacina contra Covid-19

Pedido de autorização será analisado desde que as empresas fabricantes apresentem dados de seu próprio imunizante e possuam ensaios clínicos em condução no Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 14/12/2020 16h18 - Atualizado em 14/12/2020 17h25
ADRIANA TOFFETTI/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 10/12/2020 Corpo técnico da Anvisa continuará trabalhando no período de natal e ano novo para analisar pedidos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta segunda-feira, 14, que estabelecerá um prazo de até dez dias para dar respostas sobre pedidos de autorização de uso emergencial de vacinas contra Covid-19 no Brasil. Em comunicado, a Anvisa explica que mobilizou todo seu corpo técnico, que está trabalhando em tempo integral, para avaliar e decidir com urgência sobre os pedidos “de desenvolvedores que tenham apresentando dados a Anvisa e possuam ensaios clínicos em condução no Brasil”. A urgência e o tratamento excepcional abrangem as autorizações e licenciamento das importações, projetos de monitoramento das reações adversas e avaliações de boas práticas de fabricação.

A Anvisa explica que muitos aspectos analisados para o uso emergencial dos imunizantes por agências sanitárias de outros países, como Estados Unidos, Reino Unido e Camadá, foram incorporados pela instituição brasileira, mas ressalta que, “ainda assim, parte dos dados, bem como compromissos e planos de monitoramento que precisam compor o pedido de uso emergencial se referem exclusivamente a realidades nacionais e, por isso, a importância da análise da vacina a ser usada no Brasil, vir a ser realizada pela Anvisa”. “Acompanhando o cenário mundial, é possível perceber que nenhuma autoridade reguladora, até o momento, concedeu autorização de uso emergencial de forma automática, baseada na avaliação de um outro país”, diz a agência.