Aprovação de Bolsonaro sobe de 30% para 37% em agosto, segundo pesquisa XP/Ipespe

É a maior porcentagem de avaliação ótimo ou bom desde março de 2019

  • Por Jovem Pan
  • 17/08/2020 16h51 - Atualizado em 17/08/2020 17h39
Gabriela Biló/Estadão ConteúdoJair Bolsonaro tem visto sua popularidade aumentar nos últimos meses

A popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avançou em agosto e atingiu 37%. A porcentagem é maior em relação ao comparativo de julho (30%), segundo pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta segunda-feira, 17. Essa é a maior proporção de pessoas que avaliam o governo como ótimo ou bom desde março de 2019. No mesmo período, o grupo que considera o governo de Bolsonaro ruim ou péssimo caiu de 45% para 37%, menor índice desde agosto de 2019. A proporção dos que classificam o governo como regular oscilou de 24% para 23%, dentro da margem de erro da pesquisa, de 3,2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. A pesquisa realizou 1.000 entrevistas telefônicas entre os dias 13 e 15 de agosto.

Segundo o levantamento, a melhora na avaliação do presidente foi impulsionada pela população com renda mensal de até cinco salários mínimos. Esse grupo é o principal beneficiário do auxílio emergencial liberado durante o período de pandemia. “Entre os mais pobres, com renda de até dois salários mínimos, a aprovação foi de 28% para 34% e entre os que têm renda de dois a cinco salários mínimos, de 32% para 44%”, diz o relatório da XP. De acordo com a pesquisa, 70% da população apoia a extensão do benefício com o valor atual, de R$ 600 por mês, até o fim de 2020. A proporção é de 79% entre os que recebem ou esperam receber o auxílio e 64% entre os que não esperam receber. Na população geral, outros 14% são a favor da manutenção do programa até o fim do ano e 11% acham que o auxílio não deveria ser estendido.

A expectativa para o restante do mandato de Bolsonaro também melhorou. A avaliação ótima ou boa passou de 33% para 37% entre julho e agosto. A proporção dos que tinham expectativa ruim ou péssima caiu de 43% para 36% e os que enxergavam o restante do mandato como regular oscilou de 20% para 22%. A pesquisa também apurou melhora na avaliação da população em relação a economia. O porcentual de pessoas que consideravam que a economia está no caminho certo foi de 33% para 38% entre julho e agosto, enquanto a razão dos que enxergam a economia no caminho errado passou de 52% para 36%.

Também melhorou a avaliação sobre as chances de se manter o emprego nos próximos seis meses. Os que consideram chance grande ou muito grande foram de 46% para 52%. Já os que veem a chance como pequena ou muito pequena oscilaram de 46% para 40%. Além disso, também aumentou a razão de pessoas que consideram que suas dívidas vão diminuir ou diminuir muito nos próximos seis meses, de 23% para 27%. Os que consideram que os débitos vão aumentar caíram de 32% para 24% e os que acham que as dívidas ficarão como estão passaram de 35% para 37%.

Popularidade do presidente vêm crescendo nas pesquisas

No mesmo formato da pesquisa divulgada pela XP/Ipespe, o Datafolha liberou na última sexta-feira, 14, os índices de aprovação do governo Bolsonaro ao entrevistar por telefone 2.065 pessoas entre os dias 11 e 12 de agosto. O índice de entrevistados que consideram o governo ótimo ou bom é de 37%, o maior índice desde abril de 2019 (32% na época) e o mesmo da atual pesquisa. Os que avaliam o governo como regular foi de 27% e a porcentagem dos que acham ruim ou péssimo, de 34%, outros 1% disseram que não sabiam responder. As duas pesquisas se assemelham nos resultados e também nos questionamentos.

O Datafolha também perguntou se os entrevistados solicitaram o auxílio emergencial. 40% dos entrevistados com 18 anos ou mais disseram ter feito o pedido para receber o auxílio. Dos que declararam ter recebido, 74% disseram ter recebido pelo menos uma parcela. O índice dos que não receberam nenhuma parcela foi de 26%. Entre os entrevistados que disseram ter recebido pelo menos uma parcela do auxílio, o Datafolha questionou qual foi o principal uso do dinheiro: 53% responderam que o dinheiro foi usado para a compra de alimentos; 25% para pagar contas; 16% para pagar despesas da casa; 4% deram outras respostas; e 1% para comprar remédio, máscara e álcool em gel. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

*Com Estadão Conteúdo