Balística pode não indicar arma que atirou contra Ágatha, diz delegado

Nesta segunda, os PMs que atuaram na UPP Fazendinha, no Complexo do Alemão, na noite da última sexta (20) foram ouvidos pelos investigadores

  • Por Jovem Pan
  • 23/09/2019 20h24
Ágatha Félix, de 8 anos, morreu após ser atingida por um disparo nas costas, na noite da última sexta-feira (20)

O delegado titular da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), Daniel Rosa, disse nesta segunda-feira (23) que não há garantia de que o fragmento de bala encontrado no corpo da menina Ágatha Felix, de 8 anos, aponte para a arma de onde partiu o tiro que vitimou a criança na noite da última sexta-feira (20). Nesta segunda, oito armas de oito policiais militares que faziam patrulhamento no momento do disparo foram recolhidas para perícia.

O delegado afirmou não ser possível dizer, no momento, o calibre da bala que atingiu Ágatha. “Esse dado não temos ainda. Todo fragmento ou projétil, quando retirado do local do crime ou do cadáver de uma pessoa, ele passa por uma perícia para saber se aquele projétil seria de pistola, de fuzil, se seria um anteparo ou algum outro objeto que teria entrado no corpo da vítima”, declarou Rosa. “Com o que a gente tem (fragmento), não sabemos se vamos conseguir efetivamente definir de qual calibre de arma partiu.”

Na Kombi em que Ágatha foi atingida haviam outras duas crianças, de acordo com o depoimento prestado pelo motorista do veículo. Segundo ele, a Kombi havia parado no local , conhecido como Fazendinha, no Complexo do Alemão, para que as pessoas pudessem descer e pegar suas bagagens no porta-malas e foi nesse momento em que ele viu dois homens sem camisa em um moto e, em seguida, ouviu os disparos.

Nesta segunda, oito PMs que atuaram na noite da última sexta (20) foram ouvidos pelos investigadores – eles chegaram em momentos distintos à delegacia e procuraram despistar a imprensa. Todos eles tiveram suas armas recolhidas, entre fuzis e pistolas. “Nem todas as armas atiraram”, afirmou o delegado.

Segundo Rosa, todos os policiais foram ouvidos na condição de testemunhas. O teor das declarações não foi revelado. “Neste momento a gente optou por manter em sigilo esses depoimentos, a fim de ser garantida uma melhor eficácia da investigação”, disse Daniel Rosa.

*Com informações do Estadão Conteúdo