Bienal do RJ recebe mais de 600 mil; 4 milhões de livros são vendidos

  • Por Jovem Pan
  • 09/09/2019 15h53
Marcos Santos/USP ImagensNa edição anterior do evento, em 2017, foram 3,6 milhões de livros vendidos

Um balanço divulgado pela organização da 19ª edição da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro mostra que, nos dez dias de evento, passaram pelo Rio Centro, na zona oeste da cidade, mais de 600 mil pessoas e foram vendidos mais de 4 milhões de livros, dos 5,5 milhões disponíveis. Na edição anterior do evento, em 2017, foram 3,6 milhões de livros vendidos e público de 680 mil pessoas.

Reconhecida como o maior evento literário do País, ela contou com mais de 300 autores do Brasil e de outros países, além de dezenas de artistas, acadêmicos, filósofos, cientistas, lideranças religiosas, movimentos sociais, ativistas e youtubers, que participaram de palestras, debates e bate-papo com o público.

A diretora-geral do evento, Tatiana Zaccaro, destaca que a média de vendas superou a edição de 2017, passando de 100% de aumento em algumas editoras. Ela atribuiu o sucesso ao ambiente cultural e de discussões de qualidade proporcionado pelo evento.

“As curadorias dos espaços foram incessantes propondo os melhores temas, buscando os melhores autores e personagens. O espaço infantil foi um sucesso, o Café Literário teve todas as sessões praticamente lotadas e a Arena #SEMFILTRO causou um alvoroço, consolidando a Bienal como o maior programa cultural e o mais diverso do país”, diz.

Entre os temas discutidos na bienal este ano estiveram a felicidade, democracia e autoritarismo, meio ambiente, fé, empoderamento, fake news, escravidão, ciências e diversidade. As sessões foram gravadas e podem ser vistas no site.

Censura e manifestações

Esta edição da Bienal foi marcada pela tentativa de censura de livros de temática LGBT por parte da prefeitura do Rio. Na quinta (5) o prefeito Marcelo Crivella determinou o recolhimento da obra “Os Vingadores – A Cruzada das Crianças”, um quadrinho de super-heróis da Marvel em que uma cena mostra um beijo entre dois homens.

A prefeitura nega que tenha havido tentativa de censura e alega que apenas determinou que a revista fosse lacrada e colocada uma advertência sobre “conteúdo impróprio” para menores de idade. Fiscais da prefeitura chegaram a comparecer à bienal na sexta-feira e no sábado, mas não apreenderam nenhum material. A revista esgotou em 40 minutos.

*Com Agência Brasil