Bolsonaro critica comércios fechados: ‘Desemprego em massa e consequências desastrosas’

Alguns Estados brasileiros adotaram medidas de restrição à circulação de pessoas para tentar conter o avanço da pandemia de Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 28/02/2021 16h13
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDOBolsonaro tem feito duras críticas às medidas adotadas para conter a pandemia de Covid-19

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar as medidas tomadas por alguns governadores e prefeitos para tentar conter a pandemia de Covid-19. “Hoje, ao fecharem o comércio e novamente te obrigarem a ficar em casa, vem o desemprego em massa e consequências desastrosas para o país”, disse o presidente em uma publicação no Twitter neste domingo, 28. A reclamação acontece após alguns Estados decidirem restringir a circulação de pessoas em meio à alta de mortes e de casos em decorrência da doença provocada pelo coronavírus. Até o momento, o Brasil registra mais de 254 mil mortos e mais de 10 milhões de casos da doença.

Bolsonaro já havia criticado prefeitos e governadores em relação às restrições determinadas por essas autoridades. Na última sexta-feira, 26, em evento no Ceará, o presidente afirmou que “o povo quer trabalhar” e pediu que os governantes atendam aos “anseios da sociedade”. Neste sábado, Bolsonaro compartilhou um vídeo de uma empresário criticando o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, por causa do lockdown que entrou em vigor neste domingo e deve durar 15 dias. Na publicação, o presidente reforça que “o povo quer trabalhar”.

Até o momento, São Paulo, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Piauí adotaram medidas para tentar diminuir o número de casos e de mortes em seus territórios, com vários hospitais sobrecarregados e, em alguns lugares, à beira do colapso. De acordo com um boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na última sexta-feira, 17 capitais brasileiras estão com ocupação de leitos de UTI superior a 80%, mostrando que o país enfrenta o pior momento da pandemia até agora.