Bolsonaro critica partido de Flávio Dino e afirma que Maranhão ‘será libertado dessa praga’

Presidente xingou governador do Estado nordestino durante cerimônia de entrega de propriedades rurais nesta sexta-feira, 21

  • Por Jovem Pan
  • 21/05/2021 14h13 - Atualizado em 21/05/2021 15h08
Isac Nóbrega/PRBolsonaro deu declarações contra Flávio Dino em evento nesta sexta

Durante uma cerimônia de entrega de títulos de propriedade em Açailândia, no Maranhão, nesta sexta-feira, 21, o presidente Jair Bolsonaro criticou o Partido Comunista do Brasil, legenda do atual governador do Estado, Flávio Dino, e fez previsões para o futuro político da unidade federativa. “O comunismo não deu certo em lugar nenhum do mundo. Não vai ser no Brasil que ele vai dar certo. Quando se fala em partido comunista, você tem que ter aversão a isso e mostrar onde esse regime foi implementado, o que sobrou para o povo. Sobrou uma igualdade, mas uma igualdade na miséria, na desesperança, na fome, na tristeza, na destruição de famílias, na destruição das religiões. Tudo que não presta, simboliza com a palavra que começa com “C” e termina com “A”: comunista, O Estado do Maranhão, tenha certeza, brevemente será libertado dessa praga. Como falei no começo, foi em tom de brincadeira, mas é verdade. Só os do partido ficam gordos, o povo emagrece e sofre. Eles não têm o que oferecer a vocês”, afirmou. Em transmissão ao vivo nas redes sociais na quinta-feira, o presidente já tinha se referido ao peso do governador Flávio Dino afirmando que “só no Brasil existe comunista gordo”.

Na cerimônia, Bolsonaro também criticou o MST e os governos anteriores ao dele no País. Ele atribuiu mais uma vez ao governo estadual a questão do desemprego no Brasil, chamou um pastor para fazer uma oração coletiva e disse que o novo coronavírus tem sido utilizado no país de forma política para que pessoas alcancem “objetivos pessoais”. Sob os gritos de “Fora, Flávio Dino”, Bolsonaro afirmou que o governo estadual não se importa com a população. “Eles querem o poder para ficar na frente eternamente no governo, mas isso é uma questão política. Nós cada vez mais nos conscientizamos de onde foi o erro do passado e o que temos que conversar para o futuro. Eu só peço a Deus que por ocasião das eleições do ano que vem apareçam mais gente semelhante a vocês para ocupar os cargos eletivos em nosso Brasil.”