Bolsonaro diz que Dilma propôs ‘o mesmo decreto’ de privatização das UBS: ‘Muda uma palavra ou outra’

Medida, revogada pelo próprio presidente, deve ser ‘reeditada na próxima semana’; Bolsonaro também listou seus cinco candidatos a prefeito nas eleições de 2020

  • Por Jovem Pan
  • 29/10/2020 22h34 - Atualizado em 29/10/2020 22h43
Edu Andrade/Estadão ConteúdoBolsonaro estava acompanhado da ministra da Agricultura, Tereza Cristina

Após polêmicas envolvendo o decreto revogado nesta quarta-feira, 28, que abre caminho para parcerias privadas com Unidades Básicas de Saúde (UBS), o presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira, 29, que vai reeditar o documento na próxima semana. Além disso, acusou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que publicou um texto nas redes sociais criticando a medida, de ter “proposto exatamente o mesmo decreto”, com “uma palavra ou outra diferente”. “Ela não conseguiu fazer lá atrás, vamos fazer agora. Caiu do cavalo, porque criticou o que ela propôs lá atras”, disse Bolsonaro.

Na tradicional transmissão ao vivo, que hoje aconteceu mais tarde devido à visita do presidente ao Maranhão, ele também comentou sobre as suas candidaturas à vereador e prefeito nas eleições de 2020. Bolsonaro afirmou que tem cinco candidatos ao cargo municipal no Brasil, e que tem vários pedindo “um apoio discreto”. “Desculpa, não posso fazer mais do que isso”, esclareceu. De acordo com ele, seus escolhidos são Celso Russomano (Republicanos) em São Paulo; Coronel Menezes (Patriota) em Manaus; Bruno Engler (PRTB) em Belo Horizonte; Ivan Sartori (PSD) em Santos (SP) e, o “mais polêmico”, Marcelo Crivella (Republicanos) no Rio de Janeiro. “To com o Crivella. Conheço há muito tempo. Temos mais dois nomes lá concorrendo [no Rio], um de um ‘partido X’, que o Ciro Gomes disse que se ela ganhar vai ser chefe da Casa Civil, e o outro é bom administrador, mas eu fico só com o Crivella. Mas não tem muita polêmica não, se não quiser votar nele tudo bem, não vamos brigar por isso”, disse o presidente.

Bolsonaro estava acompanhado da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Segundo ela, o preço do arroz “parou de subir” e hoje já está em uma “ligeira queda”. A ministra explicou que o mundo está “vivendo um desequilíbrio no preço das commodities”, e que o auxílio emergencial e “os hábitos da pandemia” puxaram o preço do alimento para o alto no Brasil. No começo de setembro, o governo zerou o imposto de importação do arroz em casca e beneficiado até 31 de dezembro deste ano. Na ocasião, Tereza Cristina afirmou que a medida era necessária para tentar conter a alta do preço do produto e evitar um eventual desabastecimento.

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