Bolsonaro chama grupos antifas de ‘terceira onda da pandemia’

  • Por Jovem Pan
  • 04/06/2020 20h24 - Atualizado em 05/06/2020 08h10
Dida Sampaio/Estadão ConteúdoPresidente deixou claro que "nunca pediu nenhum protesto" como os que estão acontecendo desde março em apoio à ele em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (4), em transmissão ao vivo nas redes sociais, que a “terceira onda” causada pela pandemia da Covid-19 são os grupos antifascistas, que “começaram a aparecer e se adensar aqui no Brasil”. Bolsonaro lamentou “não ter conseguido colocá-los como organização terrorista no passado” e afirmou que “isso veio da época” do governo de Dilma Rousseff.

O presidente citou as manifestações marcadas para este domingo em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, convocadas por grupos ligados a torcidas de futebol, movimentos sociais, movimentos negros, centrais sindicais e partidos de esquerda. Em SP, os protestos estão agendadas para o início da tarde na Avenida Paulista.

“Esses marginais marcaram pra domingo aqui no Brasil. Peço para aqueles que nos seguem que não acompanhem, não participem, deixem eles mostrar o que é democracia. Eu não estou torcendo para ter quebra-quebra, mas a história nos diz que normalmente eles apedrejam bancos, queimam estações de trens e outras coisas mais”, disse. “A orientação não é ‘Fique em Casa’, é não vá para essas manifestações”, continuou.

Bolsonaro afirmou esperar que “os governadores que têm compromisso com a democracia de verdade, com as leis e as famílias” estejam preparando-se para reagir “caso esses grupos ultrapassem o limite da racionalidade”.

Além disso, deixou claro que “nunca pediu nenhum protesto” como os que estão acontecendo desde março em apoio à ele em Brasília. Bolsonaro participou de vários destes atos, que pedem, entre outras coisas, o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso e a volta da ditadura militar. Sobre isso, ele declarou que, “lamentavelmente um ou outro coloca uma faixa mais esquisita que não tem a ver com democracia.”