Bolsonaro revela que governo aceitou doações do Japão e explica por que recusou ajuda da Argentina na Bahia
O presidente Jair Bolsonaro (PL) divulgou em sua conta oficial no Twitter que o governo brasileiro está aberto a doações de países interessados em financiar a reconstrução dos municípios baianos afetados pelas chuvas, enchentes e deslizamentos que assolam o Estado desde novembro. Vinte e quatro pessoas morreram e 434 ficaram feridas em decorrência das tempestades que causaram estragos em 141 cidades. O saldo da destruição na Bahia ainda inclui 37.324 desabrigados e 53.934 desalojados. “O Itamaraty aceitou doações da Agência de Cooperação do Japão (JICA): são barracas de acampamento, colchonetes, cobertores, lonas plásticas, galões plásticos e purificadores de água, que chegarão à Bahia por via aérea e/ou serão adquiridos no mercado brasileiro”, informou o chefe do Executivo.
Já a Argentina teve a oferta de ajuda humanitária dispensada pelo governo brasileiro. Segundo Bolsonaro, o material humano que o presidente Alberto Fernández colocou à disposição, além de custos aos cofres do Brasil, já não se faz mais necessário. “A chancelaria Argentina ofereceu assistência de dez homens (‘capacetes brancos’) para trabalho de almoxarife e seleção de doações, montagem de barracas e assistência psicossocial à população afetada pelas enchentes na Bahia. O fraterno oferecimento argentino, porém, muito caro para o Brasil, ocorre quando as Forças Armadas, em coordenação com a Defesa Civil, já prestavam esse tipo de assistência à população afetada, inclusive com o apoio de 3 helicópteros da Marinha e Exército”, declarou.
Ontem, o Itamaraty aceitou doações da Agência de Cooperação do Japão (JICA): são barracas de acampamento, colchonetes, cobertores, lonas plásticas, galões plásticos e purificadores de água, que chegarão à Bahia por via aérea e/ou serão adquiridos no mercado brasileiro.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) December 30, 2021
A recusa de Bolsonaro à Argentina ampliou o mal estar com Rui Costa, governador da Bahia. O petista, que já havia agradecido a Fernández pela ajuda, também criticou o presidente da República pela ausência durante a tragédia e a falta de recursos para a reconstrução das cidades impactadas pelas enchentes. “Mesmo que não venham recursos federais, o governo do Estado reconstruirá todas as casas e as cidades que foram destruídas com as chuvas na Bahia. Vamos estabelecendo prioridades e, ao longo de 2022, em parceria com os municípios, nós vamos garantir uma moradia digna às pessoas”, declarou o governador.
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