Bruno Covas assina concessão do Pacaembu à iniciativa privada

A concessão, que deve durar 35 anos, prevê mudanças na estrutura do estádio para comportar grandes eventos

  • Por Jovem Pan
  • 16/09/2019 14h44
Luis Moura/Estadão ConteúdoComplexo esportivo, contando com o estádio de futebol, tem 75.598 m²

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, assinou segunda-feira (16) o contrato de concessão do Complexo Esportivo Pacaembu, que abrange campo de futebol, piscina, duas quadras de tênis e um ginásio poliesportivo. Com a assinatura, ele vai para as mãos da iniciativa privada.

O Consórcio Patrimônio SP, formado pelas empresas Progen e Savona Fundo de Investimento em Participações, venceu a licitação em fevereiro. A concessão deve durar 35 anos.

“Teremos um estádio mais moderno e com uma administração mais ágil, sem as dificuldades que a legislação coloca ao poder público seja para compra de um papel higiênico, seja para os novos refletores. Quem ganha com isso é a população da cidade”, destacou o prefeito, na cerimônia de assinatura. A praça Charles Miller e o Museu do Futebol não fazem parte da concessão.

Para arrematar a licitação, o Patrimônio SP depositou R$ 79,2 milhões pela outorga do complexo. O Pacaembu, então, deixa de ser gerido pela prefeitura, que alega prejuízo de R$ 6 milhões por ano com o estádio, e passa a ser administrado por ele.

A proposta prevê derrubar o tobogã e construir no local uma nova área para receber eventos fechados, além de refazer toda a estrutura do campo de futebol, como banheiros e sistema elétrico, pista de atletismo, cadeiras e camarotes. Faz parte ainda rever as áreas destinadas às outras modalidades esportivas presentes no complexo, como tênis e natação.

“Estrutura modernizada”

Em fevereiro deste ano, Covas afirmou, em entrevista ao Jornal da Manhã, que a empresa vencedora poderia fazer modificações para comportar grandes eventos, desde que sem causar prejuízos aos moradores da região. O prefeito ressaltou também que um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) havia sido assinado com o Ministério Público para evitar o barulho excessivo no local.

“Se é bom ou ruim, não vamos rediscutir. Se a empresa [vencedora da concessão] conseguir fazer um investimento e se adequar nesses padrões, que ela possa fazer eventos lá. Isso é interessante para a cidade. Quanto mais evento, mais geração de emprego e renda, maior o turismo e mais movimentação de recursos. Exatamente essa a intenção de passar equipamento como aquele para a iniciativa privada, porque a Prefeitura não tem vocação para cuidar de equipamento assim”, disse.

Na ocasião, o secretário do governo, Mauro Ricardo, garantiu que as gratuidades que existem hoje para prática de atividades no Complexo Pacaembu serão mantidas.

Inaugurado em 1940 durante o governo Getúlio Vargas, o complexo esportivo, contando com o estádio de futebol, tem 75.598 m² e, atualmente, capacidade para 40 mil pessoas – ao final das reformas, o estádio comportará 28 mil pessoas. O Pacaembu já recebeu a Copa do Mundo de 1950. Foram seis jogos, sendo um deles do Brasil, que resultou em empate contra a Suíça por 2 a 2.