Média móvel de casos de Covid-19 aumenta 240% em duas semanas, e Fiocruz alerta para alta em 12 Estados

País registra 13.042 novas infecções por dia na última semana, ante 3.831 registradas no início do mês de novembro; número de mortes está estável

  • Por Jovem Pan
  • 18/11/2022 20h03 - Atualizado em 18/11/2022 20h33
PAULO LOPES/BW PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Pessoa mostra autoteste da Covid-19 Média móvel de casos de Covid-19 aumentou nesta sexta-feira, 18, 240,43% em comparação há duas semanas

O Brasil registrou, nesta sexta-feira, 18, 28.452 novos casos de Covid-19, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Nas últimas 24 horas, o país teve 72 mortes – desde o início da crise sanitária, 688.907 pessoas perderam a vida. A média móvel de mortes está em 36 e se manteve estável em comparação ao índice contabilizado há 14 dias. A média móvel de novas infecções, no entanto, está em 13.042, o que representa um aumento de 240,43% em relação ao dado de duas semanas atrás (3.831). O salto ocorre no momento em que o país enfrenta uma nova onda de contaminações pelo novo coronavírus.

No início da tarde desta sexta, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou para o crescimento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em 12 Estados brasileiros. São eles: Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Como a Jovem Pan mostrou, há uma semana a Fiocruz chamava a atenção para a situação epidemiológica em quatro unidades da federação. De acordo com o novo Boletim Infogripe, os casos de Covid-19 correspondem a 47% dos testes positivos para vírus respiratórios associados à síndrome respiratória grave. O pesquisador Marcelo Gomes reforça a importância da combinação de vacinação e uso de máscaras como ações de proteção. O coordenador do InfoGripe orienta que a população confira quantas doses já foram recomendadas para o seu perfil, levando em conta a faixa etária e as condições de saúde, para que esse novo ciclo seja enfrentado com o maior nível de proteção possível. “A vacina é muito importante para diminuir o risco de agravamento, mas o seu papel é um pouco menor na transmissão. Por isso, é fundamental que a gente volte a utilizar boas máscaras em situações específicas, ou seja, em transporte público, locais fechados e situações com muita gente em um espaço relativamente pequeno. É vacina no braço e máscara no rosto”, defendeu o cientista da Fiocruz.

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