CGU diz que não recebeu pedido de ‘pente-fino’ dos gastos ministeriais realizados em dezembro

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou nesta sexta-feira (4) que “não foi demandada para nenhuma eventual análise específica” dos gastos realizados por ministérios nos últimos 30 dias da gestão de Michel Temer. O órgão mantém o Observatório da Despesa Pública, para monitorar compras, cartões governamentais e terceirizações.
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou na quinta (3) que o novo governo passaria um pente-fino nas despesas de dezembro. Segundo a CGU, a pasta enviou o pedido de levantamento sobre o fluxo financeiro diretamente aos ministérios. Os dados devem incluir gastos com pessoal e análises sobre admissões e demissões.
A medida anunciada após a primeira reunião do presidente Jair Bolsonaro com todo o primeiro escalão do governo é vista por técnicos como um processo “normal” de revisão de atos. Além disso, seria comum os ministérios acelerarem gastos no fim do ano para garantir o uso do espaço fiscal já autorizado para determinado período.
‘Movimentação incomum’
O ministro da Casa Civil disse na quinta-feira (3) que a equipe do novo governo identificou uma “movimentação incomum” de recursos e exonerações nos últimos 30 dias da gestão de Michel Temer. Ao apresentar balanço da primeira reunião ministerial, ele revelou que o presidente Jair Bolsonaro determinou revisão desses atos financeiros.
Grandes repasses teriam chamado a atenção da nova equipe de governo. “Foi solicitado aos ministros que revisassem as nomeações [e exonerações] e também a movimentação financeira dos últimos 30 dias, particularmente dos últimos 15 dias, que pelo volume causou estranheza”, contou Onyx. Essa é uma das cinco primeiras decisões do encontro.
“O presidente Bolsonaro quer um relatório de cada um dos ministros para ver para onde foi o dinheiro, por que foi feito [o repasse] e se há suporte [para que tenha sido feito]”, afirmou. Outras medidas para o início da gestão são o levantamento de imóveis do governo que podem ser vendidos e a criação de uma regra para indicações técnicas em todo o Executivo.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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