Chuva deixa empresas debaixo d’água; prejuízo pode chegar a R$ 110 mi

O varejo da Região Metropolitana de São Paulo, da Capital, ABCD paulista, Guarulhos e Osasco deve deixar de faturar nesta segunda-feira R$ 110 milhões, estima a Fecomércio

  • Por Jovem Pan
  • 10/02/2020 15h28
Reprodução Ruas amanheceram alagadas na capital paulista nesta segunda-feira (10)

A chuva que atinge São Paulo desde a noite deste domingo (9) causa estragos visíveis já nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (10).

Algumas empresas, principalmente as localizadas próximas à Marginal Tietê e Marginal Pinheiros, nas Zonas Sul e Oeste da capital, amanhecerem debaixo de água.

Enquanto tentam se organizar para manter ao menos parte de sua operação, os negócios contabilizam os prejuízos com a inundação e a falta de funcionários, que não conseguiram chegar ao trabalho.

O varejo da Região Metropolitana de São Paulo, da Capital, ABCD paulista, Guarulhos e Osasco deve deixar de faturar nesta segunda-feira R$ 110 milhões por causa da situação, segundo projeções da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP).

De acordo com o assessor econômico da Fecomércio-SP, Guilherme Dietze, essa cifra corresponde a 11% do receita de um dia das lojas instaladas nessas regiões e 0,40% do faturamento mensal.

Nesse cálculo, o economista considerou lojas que não foram abertas por falta de funcionários, outras que abriram, porém com o quadro de pessoal incompleto e deve registrar movimento muito fraco.

Segundo Dietze, os segmentos mais afetados pelas chuvas são supermercados, farmácias e de compras por impulso, como artigos de vestuário. Já itens de maior valor, como eletrodomésticos, devem ter as compras adiadas.

O empresário Marcio Daré, de 40 anos, perdeu tudo na enchente que atingiu a grande São Paulo. Ele tem uma companhia de desenvolve maquinários especiais e trabalha com robôs nas cidade de Osasco, na Grande SP. “Estimo que meu prejuízo foi de mais de R$ 1 milhão”, conta.

Com 130 funcionários, ele diz que vai passar o dia contabilizando os prejuízos. “Tenho seguro, mas não sei se o seguro vai cobrir esse tipo de episódio. Há pessoas que trabalham no condomínio há mais de 20 anos e contam que nunca viram uma enchente assim. Eu mesmo nunca vivi nada parecido.”

Apenas entre a noite do domingo e as primeiras horas desta segunda, São Paulo registrou 66% da chuva prevista para todo o mês de fevereiro e as aulas em 37 escolas da cidade foram suspensas.

*Com informações do Estadão Conteúdo