Cidade do interior de Roraima é a pior do país, segundo ranking; veja lista

Lista do Índice de Progresso Social aponta que, dos 20 municípios que ocupam as últimas posições, 11 pertencem ao estado do Pará

  • Por Nícolas Robert
  • 20/05/2026 09h49 - Atualizado em 20/05/2026 09h50
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Divulgação Uiramutã, cidade de Roraima Uiramutã, cidade de Roraima

A cidade de Uiramutã, em Roraima, é a pior em qualidade de vida do país, segundo o relatório do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). A lista, que avalia o desempenho social e ambiental dos municípios em uma escala de 0 a 100, aponta uma concentração de baixas pontuações na região Norte, especificamente na Amazônia Legal – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e o Maranhão.

Após Uiramutã, cuja pontuação foi de 42,44, as cidades com os desempenhos mais baixos são Jacareacanga, no Pará (44,32), e Alto Alegre, em Roraima (44,72). Das 20 cidades que ocupam as últimas posições no ranking nacional, 11 pertencem ao estado do Pará. Municípios como Portel (45,42), Amajari (45,58) e Pacajá (45,87) também figuram entre as menores notas do país. Veja as 10 piores cidades do país:

  1. Uiramutã (RR) – 42,44
  2. Jacareacanga (PA) – 44,32
  3. Alto Alegre (RR) – 44,72
  4. Portel (PA) – 45,42
  5. Amajari (RR) – 45,58
  6. Pacajá (PA) – 45,87
  7. Anapu (PA) – 45,91
  8. Japorã (MS) – 46,23
  9. Santa Rosa do Purus (AC) – 46,70
  10. Uruará (PA) – 46,80

O índice utiliza 57 indicadores de fontes públicas para medir componentes como saneamento básico, moradia, segurança pessoal, saúde e acesso à educação superior. A média nacional de progresso social registrada no período é de 63,40.

Segundo o documento, as cidades com as menores notas apresentam características comuns, como baixa densidade demográfica e localização distante de grandes centros urbanos.

Na dimensão “Oportunidades”, que analisa direitos individuais e inclusão social, o país registrou sua média mais baixa (46,82).

O relatório destaca que, nos municípios críticos da Amazônia Legal, os resultados são impactados negativamente por indicadores de qualidade do meio ambiente, como o desmatamento e a emissão de gases de efeito estufa.

O IPS Brasil é atualizado anualmente para permitir o acompanhamento da evolução da qualidade de vida nos municípios.

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