Covas: SP só flexibilizará quarentena se ocupação de UTI chegar a 63%

  • Por Jovem Pan
  • 03/06/2020 14h46 - Atualizado em 03/06/2020 14h48
Governo do Estado de São PauloBruno Covas, prefeito de São Paulo, e João Doria, governador do estado

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (3) que a cidade só avançará para a próxima fase da quarentena, a “amarela”, se a taxa de ocupação dos leitos de UTI alcançar 62% ou 62%.

Atualmente, o índice está em torno de 70%, e o município está classificado na fase 2, “laranja”, do Plano São Paulo, apresentado pelo governador João Doria.

Já em critérios como a quantidade de leitos de UTI de responsabilidade do município por 100 mil habitantes, números de novos casos nos últimos sete dias e quantidade de novas internações, o município se encontra na fase 3, “amarela”.

Covas também afirmou que, para medidas como o número de leitos de UTI instalados na cidade para 100 mil habitantes e número de óbitos, a região se encontra na fase 4, “verde”, mais permissiva. Entretanto, por definição do governo do estado, a fase de quarentena para cada região é dada de acordo com as taxas que indicam maior proximidade com o colapso do sistema de Saúde.

Entenda como funcionará cada fase de retomada:

Fase 1: Apenas indústria essencial.

Fase 2: Iniciam-se aberturas com restrições dos seguintes setores: atividades imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio e shoppings centers. Segundo o governo, esses setores poderão funcionar desde que observadas as restrições de fluxo, horário e medidas de distanciamento.

No caso dos shoppings, será autorizado o funcionamento com 20% da capacidade e 4 horas de funcionamento diário e controle do uso da praça de alimentação.

Fase 3: Bares, restaurantes e salões de beleza entram para lista de estabelecimentos que poderão voltar a operar com as mesmas medidas de distanciamento, fluxo e horário.

Fase 4: Academias voltam a funcionar respeitando as medidas já anunciadas pelo governo estadual.

Fase 5: “Normal controlado” com todos os setores incluindo eventos, teatro, cinemas, que passarão a funcionar com protocolos.

*Com Estadão Conteúdo