Crise faz aprovação de Bolsonaro cair para 31%, aponta Datafolha

Aprovação do presidente da República no levantamento de dezembro estava em 37%

  • Por Jovem Pan
  • 22/01/2021 18h45 - Atualizado em 22/01/2021 19h20
Gabriela Biló/Estadão ConteúdoJair Bolsonaro é o atual presidente da República

Novo levantamento do Datafolha mostra que a crise de gestão da pandemia de Covid-19 afetou a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Apenas 31% dos entrevistados avaliam o presidente como ótimo ou bom – eram 37% na última pesquisa. Essa é a maior queda de aprovação de Bolsonaro desde o início de seu governo, em janeiro de 2019. A taxa de avaliação como ruim ou péssimo subiu para 40% ante os 32% registrados no levantamento realizado no início de dezembro. Outros 26% avaliaram como regular (antes eram 29%). O Instituto entrevistou 2.030 pessoas, por telefone, em todo o país, entre os dias 20 e 21 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A rejeição de Bolsonaro se aproxima do pior cenário já registrado em seu mandato. Em junho de 2020, 44% dos entrevistados o rejeitavam, enquanto 32% mostraram apoio ao presidente. O aumento de casos e mortes pela Covid-19, além das incertezas quanto à vacinação e o fim do auxílio emergencial podem ter refletido na atual pesquisa. Bolsonaro segue sendo o presidente com a pior avaliação no atual estágio de seu governo desde 1989. Pior do que ele somente a avaliação de Fernando Collor, em 1992, que teve 48% de rejeição e 15% de aprovação.

A capacidade de Bolsonaro à frente do governo também foi questionada pelo Datafolha. Para 50% dos entrevistados, ele não tem capacidade para governar (número era de 52% em dezembro). Já quem o vê capaz está em 46%. 41% dos participantes também relataram que não confiam em sua palavra, enquanto 38% o fazem às vezes e 19% sempre confiam. Entre as regiões do Brasil, o Nordeste o avaliou em 43% como ruim ou péssimo, margem aproximada do Sudeste (44%). No Norte, a taxa de ótimo e bom caiu de 47% em dezembro para 36% e no Sul a rejeição ficou em 34%. Bolsonaro segue com melhor aprovação entre homens e pessoas de 45 a 59 anos (37%), além da parcela de mais ricos (36%) e o grupo de evangélicos (40%).