Doria pede o afastamento de 38 PMs que participaram de ação em Paraisópolis

  • Por Jovem Pan
  • 09/12/2019 22h07 - Atualizado em 10/12/2019 08h26
Felipe Rau/Estadão ConteúdoFamiliares das vítimas estiveram presentes hoje em uma reunião no Palácio dos Bandeirantes e fizeram este pedido ao governador

O governador de São Paulo, João Doria, informou na noite desta segunda-feira (9) que vai pedir o afastamento de 38 policiais militares que participaram da ação que terminou com a morte de nove pessoas em Paraisópolis. Familiares das vítimas estiveram presentes hoje em uma reunião no Palácio dos Bandeirantes e fizeram este pedido ao governador.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Doria determinou ao secretário da Segurança Pública, general João Camilo Campos, que a solicitação seja atendida.

Nove pessoas morreram pisoteadas e 12 ficaram feridas durante tumulto após ação da Polícia Militar em baile funk na comunidade na madrugada de domingo (1º). Seis policiais militares envolvidos nessa ação já haviam sido afastados de suas funções.

Vídeos que circularam nas redes sociais mostram policiais militares agredindo jovens. Doria disse nesta sexta-feira (6) que não tinha “compromisso com erro” e que algumas pessoas têm usado o episódio de maneira “populista”.

“O fácil era ser um oportunista ou populista, como alguns foram, ou agir generalizando e dizendo que a culpa é da comunidade. Não é verdade. A maioria expressiva dos que vivem em comunidade são pessoas de bem. Também não é verdade dizer que a polícia é insensível e violenta. Seria o mesmo erro do outro lado da moeda”, emendou.

Inicialmente, o governador afirmou que a política de segurança pública “não iria mudar” e que as ações em comunidades iriam acontecer da mesma forma. No entanto, três dias depois disse que estava chocado com um vídeo que mostrou agressões de um policial a jovens em um baile funk, também em Paraisópolis, em outubro.

As famílias das vítimas alegam que os jovens foram encurralados e defendem que houve erros na operação do início ao fim.