Empresas afirmam que ataques a ônibus tiveram início no começo do ano
A cidade de São Paulo já registrou 855 casos de vandalismo e depredação de ônibus municipais em 2025, segundo levantamento do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss). Os dados consideram apenas os ônibus que circulam dentro da capital e não incluem coletivos intermunicipais ou de outras regiões do Estado. O número de ataques aumentou nas últimas semanas, mesmo após o governo estadual montar uma operação especial de segurança. Na segunda-feira (7), foi registrado o maior número de ocorrências em um único dia: 59 coletivos foram danificados em diferentes pontos da cidade. Segundo o sindicato, o mês mais violento até agora foi junho, com 270 casos, o que representa uma média de três ônibus depredados por dia.
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A Secretaria da Segurança Pública informou que informou que 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas estão mobilizados em todo o Estado para conter os ataques, mas ainda não há uma conclusão oficial sobre as causas. A Polícia Civil trabalha com duas principais linhas de investigação: disputa entre empresas de transporte e ação coordenada por facção criminosa, como o PCC. Também são apurados casos motivados por desafios criados na internet. Um dos presos é suspeito de atirar uma pedra contra um ônibus na Avenida Washington Luís, na zona sul, em 27 de junho, ferindo gravemente uma passageira. Segundo os investigadores, ele é filho de um motorista de ônibus, o que reforça a hipótese de que parte da violência pode estar relacionada a rivalidades dentro do próprio setor.
Em janeiro, a Prefeitura de São Paulo proibiu as viações UPBus e Transwolff de operarem na cidade, o que acirrou a disputa por linhas. Entre 1º de junho e 1º de julho, a região central concentrou o maior número de ataques (80), seguida da zona sul (51). As empresas mais atingidas foram a Viação Metrópole (41 ocorrências), Mobibrasil (39), Santa Brígida (32) e Via Sudeste (27). As viações relatam dificuldade para repor os vidros danificados, e, em caso de ataque, os veículos são encaminhados para manutenção e substituídos por ônibus da reserva técnica. A SPTRans informou que 338 veículos foram depredados desde 12 de junho, mas não comentou sobre os casos anteriores a essa data.
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Publicado por Sarah Paula
*Reportagem produzida com auxílio de IA
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