Família de preso encontrado morto em cela no TO se nega a enterrar corpo; entenda o caso

Familiares acreditam que o presidiário tenha sido assassinado e solicitaram um novo exame; hipótese foi levantada após encontrarem ferimentos pelo corpo

  • Por Jovem Pan
  • 26/07/2023 16h16
Arquivo Pessoal/Zenil Drumond Carro do IML em frente a uma casa no Tocantins IML fez o recolhimento do corpo nesta quarta-feira

Um presidiário foi encontrado morto em sua cela no presídio de Barra da Grota, em Araguaína, no Tocantins, na manhã do último domingo, 23. Carlos Augusto Silva Fraga, conhecido como Dad Charada, é apontado pela Polícia Civil como o mandante de 50 mortes em Palmas, capital do Estado. O atestado de óbito do preso apontou suicídio. Contudo, a família acredita que ele tenha sido assassinado e, por isso, se negou a enterrar o corpo do presidiário e pediu um novo exame. O sepultamento estava previsto às 16h de terça-feira, 24. Em contato com o portal da Jovem Pan, o advogado da família, Zenil Drumond, a hipótese foi levantada após os familiares notarem alguns ferimentos no corpo de Charada. “Existem várias escoriações, ferimentos na cabeça, entre as sobrancelhas, queimaduras nas mãos. Por isso acreditam nesta hipótese”, disse o advogado.

A reportagem obteve acesso a uma decisão liminar que determinava a realização do novo exame. O prazo para o recolhimento do corpo, que estava sendo velado na casa da família, era até terça-feira. Os advogados da família que fosse aplicada uma multa no valor de R$ 30 mil caso a decisão fosse descumprida. No entanto, segundo o advogado, o Instituto Médico Legal (IML) fez o recolhimento na tarde desta quarta-feira, 26. A previsão é de que o resultado seja divulgado em 10 dias. “Conseguimos fazer com que o IML cumprisse a determinação. Estão com o corpo e farão o novo exame”. Além disso, também foi solicitado que as imagens das câmeras de segurança nas dependências da unidade prisional, entre os dias 19 e 23 de julho, fossem preservadas para “posterior encaminhamento à autoridade policial ou mesmo ao juízo competente”. A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins, mas até o momento não obteve retorno. A nota será atualizada caso haja uma manifestação.

 

 

 

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