‘Fez o que pôde para ajudar o Brasil’, diz Doria em velório de Bebianno

  • Por Jovem Pan
  • 14/03/2020 19h43
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDOO presidente estadual do PSDB no Rio de Janeiro, Paulo Marinho (ao centro), recebe o governador de São Paulo, João Doria (PDSB), e o presidente nacional do partido, Bruno Araújo (de camisa branca), no velório do ex-secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), lamentou neste sábado (14) a morte do ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência Gustavo Bebianno, em rápida passagem no velório do político, que seria lançado pré candidato do PSDB à Prefeitura do Rio nas eleições deste ano. Segundo Doria, o falecimento é uma perda para a “política brasileira” e para o País.

Bebianno faleceu na madrugada deste sábado em seu sítio em Teresópolis, região serrana do Rio, cidade onde foi enterrado no fim desta tarde.

“Gustavo Bebianno foi um patriota. Defendeu e ajudou o Brasil. Fez o que pôde para ajudar o Brasil. Tinha uma enorme contribuição a fazer ainda aqui no Rio. Foi-se embora antes de poder fazer”, afirmou Doria, que, acompanhado do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, deixou o velório antes do enterro.

Questionado sobre o fato de Bebianno ser um “arquivo” sobre a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, a transição de governo e os primeiros dias no Planalto, Doria respondeu que Bebianno vinha falando sobre o assunto em entrevistas recentes.

“Ele deu entrevistas muito sinceras, duras, mas muito autênticas. Ele sempre me dizia de fatos e circunstâncias, muitas delas duras e chocantes sobre certos aspectos, mas esse tema não cabe agora. O momento é de solidariedade”, afirmou Doria, ressaltando que revelações poderão vir a tona, porque Bebianno “registrava tudo”

O governador disse ainda que trocava “de duas a três” mensagens por celular com Bebianno por dia. A última mensagem foi trocada às 23h55 de sexta-feira (13). Segundo Doria, na sexta, eles falavam sobre as medidas adotadas pelo governo de São Paulo para enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

IML

Gustavo Bebianno foi vítima de um enfarte agudo do miocárdio, segundo a Polícia Civil do Rio com base em informações do Instituto Médico Legal (IML). Bebianno morreu em Teresópolis, na região serrana, dentro de casa.

“O corpo de Gustavo Bebianno foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exame de necropsia em cumprimento a protocolo de investigação nos casos em que o médico do serviço de saúde não atesta a causa da morte”, diz o comunicado.

Isso ocorreu após o ex-ministro ter se sentido mal de madrugada e pedido ajuda do filho, único familiar que estava com ele na casa. O advogado caiu no banheiro e ficou alguns minutos apagado antes de receber o atendimento.

“De acordo com exames periciais realizados, até o momento a causa seria por infarto agudo do miocárdio, ou seja, de causa natural. Os familiares informaram que o advogado teria sofrido uma queda logo após sentir-se mal, o que teria gerado ainda uma lesão na cabeça.”

O governador Wilson Witzel negou, via assessoria de imprensa, que tenha ordenado qualquer investigação policial sobre a morte para além do procedimento padrão em casos como esse.

Aos 56 anos, Bebianno mantinha uma vida saudável, apesar de ter mudado a rotina nos últimos tempos. Segundo o amigo e aliado político Paulo Marinho, estava estressado. Ele preparava candidatura à Prefeitura do Rio pelo PSDB, partido ao qual se filiou em dezembro do ano passado.

O ex-ministro foi enterrado às 17h deste sábado em Teresópolis. Além de Marinho e familiares, esteve presente no velório o governador de São Paulo João Doria, principal fiador da filiação de Bebianno ao partido.

*Com Estadão Conteúdo