Fortes chuvas alagam cidades, causam deslizamentos e deixam ao menos 13 mortos no Estado do RJ

Em Angra dos Reis, morreram uma criança e um adolescente, e 13 pessoas estão desaparecidas; Nova Iguaçu, Paraty e Mesquita também foram drasticamente atingidas

  • Por Jovem Pan
  • 02/04/2022 12h52 - Atualizado em 02/04/2022 16h59
Reprodução/Facebook/@alcilene.silva.90281943 Vista de um terreno inclinado mostra deslizamento de terra em Angra dos Reis Chuva causou deslizamentos em Angra dos Reis

As chuvas que atingem o Rio de Janeiro desde sexta-feira, 1º, deixaram um rastro de mortos, desabrigados e desaparecidos, sobretudo na Baixada Fluminense e no litoral sul do Estado. O volume intenso de água invadiu casas e levou móveis e eletrodomésticos. De acordo com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, pelo menos nove pessoas morreram (seis em Paraty, duas em Angra dos Reis e uma em Mesquita). As três cidades, aliás, estão entre as mais afetadas. Angra, por exemplo, teve “a pior chuva da história”, segundo a prefeitura. Fernando Jordão (MDB), o prefeito, teve de visitar a região de Monsuaba de barco porque os deslizamentos interditaram a rodovia Rio-Santos. Seis pessoas estão desaparecidas na cidade. Outras cinco que estavam soterradas foram resgatadas e levadas a um hospital. Cinco morreram, entre elas uma criança de quatro anos.

Em Paraty, sete pessoas de uma mesma família morreram após um deslizamento de terra atingir casas na Praia de Ponta Negra. Em Mesquita, um homem de 38 anos foi a óbito após ter sido eletrocutado enquanto tentava auxiliar uma pessoa que enfrentava a enchente. Ele foi identificado como Daniel Ribeiro. Na Baixada Fluminense, a cidade de Nova Iguaçu, uma das mais populosas do Estado, registrou cerca de 141mm de chuva no bairro Moquetá, o que equivale a 148% da média de chuva do mês de abril. Diversos bairros estão alagados. “Moradores de área de risco devem se deslocar imediatamente para pontos de apoios ou outros locais seguros. Há risco muito alto para inundações, enxurradas e deslizamentos na cidade”, alertou a prefeitura. Em todo o Estado, há mais de 70 pontos de alagamentos. A nova catástrofe no território fluminense ocorre pouco mais de um mês após a tragédia de Petrópolis.

Não há registro de mortos na capital, mas a chuva também causou transtornos, principalmente nas zonas sul, norte e oeste. A Prefeitura do Rio de Janeiro disse que há risco de deslizamentos em morros e áreas de encostas. “Ainda devemos ter um dia de chuvas [neste sábado]. À princípio, a previsão é de chuvas fracas a moderadas. Alguns bairros da cidade, principalmente os próximos ao litoral ainda enfrentam alagamentos. Peço a atenção de todos em seus deslocamentos”, declarou o prefeito Eduardo Paes (PSD)

*Com informações do repórter Rodrigo Viga